O recém-lançado livro Utopia Pragmática, de Ricardo Henriques, surge como uma bússola em tempos de incerteza, defendendo que a imaginação do futuro é uma condição essencial para a formulação de políticas públicas capazes de gerar mudanças reais e significativas no Brasil.
Conforme observado por Gilson Schwartz, professor e colunista da Rádio USP, a crise atual do capitalismo revela um aspecto dramático: a perda de referências cruciais para compreender o presente e, mais ainda, para edificar o futuro. Em um cenário marcado pela desumanização crescente, pela polarização social intensa e pela ausência de projetos coletivos robustos, a esperança de consenso e a própria capacidade de aprendizado coletivo parecem enfraquecer.
É neste contexto desafiador que a proposta de Ricardo Henriques se destaca por sua aparente contradição: a união entre utopia e pragmatismo. A obra sugere que, para superar os impasses contemporâneos e projetar um Brasil com desenvolvimento humano acelerado, é fundamental combinar a ousadia de sonhar com futuros ambiciosos com a concretude de ações viáveis e eficientes no presente. Imaginar o amanhã, para Henriques, não é um luxo, mas uma necessidade pragmática para a construção de um país mais justo e promissor.
Fonte: jornal.usp.br
