O relógio do mercado livre de energia não para, e a maioria das empresas ainda não se deu conta da urgência. A abertura desse mercado, prevista para janeiro de 2027 pela Lei 15.235, permitirá que consumidores de média tensão — aqueles com demanda a partir de 100 kW — possam escolher seus fornecedores de energia, em vez de depender apenas da distribuidora local.
Quem será impactado pela mudança?
Essa nova realidade afetará um vasto leque de negócios, incluindo pequenas indústrias alimentares, supermercados, shopping centers de médio porte, grandes condomínios residenciais, granjas com irrigação mecanizada, hospitais e clínicas. Em resumo, todas as empresas que atualmente compram energia exclusivamente do distribuidor local e possuem demanda igual ou superior a 100 kW.
Por que 2027 não é tão longe assim?
Apesar de o prazo de 2027 parecer distante, o professor Fernando de Lima Caneppele, da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP em Pirassununga, alerta que a percepção é enganosa. Ele explica que a migração exige uma série de etapas complexas e demoradas.
Entre os passos essenciais estão o levantamento detalhado de dados de consumo, a análise do perfil de carga da empresa, a negociação com as comercializadoras de energia, a adequação das instalações elétricas e, muitas vezes, a renegociação de contratos com a distribuidora atual. “Tudo isso deixa claro que quem começar a agir no segundo semestre de 2026 já vai chegar tarde”, adverte Caneppele.
Onde buscar mais informações?
Para aprofundar o entendimento sobre o tema e os desafios da migração, a análise completa do professor Caneppele está disponível na “Série Energia”, coproduzida com o jornalista Ferraz Junior, da Rádio USP de Ribeirão Preto. É possível sintonizar a emissora em FM 107,9, acessar pelo site www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular (Android e iOS).
Fonte: jornal.usp.br
