Contrariando a narrativa de divisão, a categoria docente da Universidade de São Paulo (USP) apresenta um cenário de união e apoio consolidado em torno de políticas de valorização da carreira. Não há um racha, mas sim um vasto material que comprova o engajamento e a concordância com as propostas, em especial a gratificação sugerida pela Reitoria da USP.
A principal evidência desse apoio inequívoco reside nas dezenas de moções aprovadas nas Congregações das unidades da USP. Esses órgãos deliberativos máximos, compostos por alunos, docentes e funcionários, são a representação fiel do posicionamento da comunidade universitária. O alcance e a aprovação dessas moções demonstram que o tema da valorização vem sendo amplamente debatido há anos, inclusive durante o processo eleitoral de 2025, em discussões entre as representações docentes e a atual Administração.
Gratificação: Fruto de Anos de Discussão e Estudo
A proposta de gratificação não é uma iniciativa isolada, mas o resultado de um longo processo de reflexão e estudos. Modelos semelhantes em outras universidades brasileiras e estrangeiras foram analisados, e a USP tem se debruçado sobre o tema por meio de grupos de trabalho criados na administração anterior. A crescente mobilização do corpo docente em prol da valorização da carreira culminou nesta proposta, vista como uma resposta positiva da atual Reitoria a todo esse esforço e engajamento.
Evidências de Aprovação e Engajamento
A solidez desse movimento é corroborada por textos de autoria da representação dos docentes no Conselho Universitário, publicados no Jornal da USP, como “Carreira USP: do primor à incerteza” e “A democracia uspiana avança”. Um dos artigos revela que iniciativas como a gratificação atingem 89% de aprovação entre os professores associados, categoria que foi particularmente afetada pelas reformas previdenciárias, evidenciando a pertinência e a urgência da medida.
Gratificação e Negociação Salarial: Iniciativas Complementares
É fundamental destacar que a proposta de gratificação e a negociação na data-base não são iniciativas concorrentes, mas sim complementares. A gratificação depende das reservas financeiras da própria USP e se alinha ao princípio da autonomia universitária, visando atividades complementares e estratégicas. Já a negociação salarial depende de repasses do Estado, alinha-se ao princípio da isonomia e busca a reposição salarial pela inflação e/ou ganho real. Ambas as frentes são consideradas importantes e contam com o apoio da comunidade docente.
Fonte: jornal.usp.br
