Brasil inicia testes para gasolina com 35% de etanol e diesel com 25% de biodiesel

Estudo para Aumento de Biocombustíveis

O governo brasileiro deu início a uma série de pesquisas para avaliar a viabilidade técnica de aumentar a mistura de etanol na gasolina para até 35% (E35) e de biodiesel no diesel para até 25% (B25). A iniciativa, que conta com um investimento de R$ 30 milhões distribuídos ao longo dos próximos três anos, tem como objetivo principal a implementação da Lei do Combustível do Futuro, sancionada em outubro de 2024.

Rede Nacional de Pesquisa Coordenada pela ANP

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), por meio de seu Centro de Pesquisas e Análises Tecnológicas, coordena uma extensa rede nacional de pesquisa. Esta rede engloba diversas instituições científicas e tecnológicas de renome, como a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo (IPT), o Instituto Mauá de Tecnologia (IMT), o Instituto Nacional de Tecnologia (INT), o LACTEC (PR), a Universidade Federal de Goiás (UFG), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). O foco dos estudos abrange testes laboratoriais, análises em veículos e motores, garantindo a qualidade e o desempenho dos combustíveis em suas novas composições.

Lei do Combustível do Futuro e Avanços Recentes

A Lei nº 14.993/24, conhecida como Lei do Combustível do Futuro, autoriza o aumento progressivo dos percentuais de biocombustíveis, desde que a viabilidade técnica seja comprovada. Em 2025, já houve um ajuste nos percentuais atuais: a gasolina passou de 27% para 30% de etanol, e o diesel teve seu teor de biodiesel elevado de 14% para 15%. Os novos estudos visam consolidar e expandir essas misturas, conforme previsto pela legislação.

Objetivos Estratégicos do Governo

As projeções do governo federal indicam que o aumento na utilização de biocombustíveis tem múltiplos objetivos estratégicos. Entre eles, destacam-se o fortalecimento da indústria nacional de energias renováveis, a aceleração do processo de descarbonização da frota brasileira e a consequente redução da dependência do país em relação à importação de petróleo. A medida reforça o compromisso com a transição energética e a sustentabilidade.

Fonte: quatrorodas.abril.com.br

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