Ataques entre Israel e Hezbollah persistem em meio a um acordo de paz que busca o fim das hostilidades

Confrontos Ignoram Acordo de Paz

As Forças de Defesa de Israel (IDF) relataram que o Hezbollah lançou um míssil antitanque e diversos morteiros contra soldados israelenses que operavam no sul do Líbano. Segundo o Exército israelense, não houve feridos entre seus soldados. Em resposta, a força aérea de Israel executou “ataques precisos” contra militantes do Hezbollah em quatro ocasiões na segunda-feira.

Esses confrontos ocorrem mesmo após o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, ter anunciado no domingo que um “acordo de paz”, mediado entre o Irã e os Estados Unidos, incluiria o “término imediato e permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo no Líbano”.

Reação de Trump e Posição de Netanyahu

O presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou sua fúria no domingo após um ataque israelense a um subúrbio de Beirute. Segundo um funcionário do governo americano, Trump expressou sua insatisfação ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, com linguagem considerada ofensiva. Posteriormente, Trump publicou nas redes sociais que “não deveriam haver mais ataques de Israel em nenhum lugar do Líbano”.

Contudo, Netanyahu declarou a jornalistas na segunda-feira que ele e Trump nem sempre “estão de acordo”. O primeiro-ministro israelense reafirmou que Israel continuará suas ocupações militares no sul do Líbano, em Gaza e na Síria “pelo tempo que for necessário”, indicando que Israel pretende manter sua presença militar nas regiões mencionadas.

Israel Alerta para Intensificação e Continua Ocupação

Israel alertou para uma possível intensificação dos combates contra o Hezbollah. Ataques israelenses já atingiram a região leste do Líbano, demonstrando a escalada da tensão na fronteira. A afirmação de Netanyahu sobre a continuidade das ocupações militares sinaliza que as operações israelenses em território libanês, Gaza e Síria não têm data para terminar, apesar das pressões internacionais e dos acordos de paz em negociação.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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