O Desafio da Longa Distância Elétrica
Em uma jornada que exigiu mais de 1.200 km de estrada para cobrir a Oktoberfest em Blumenau (SC), o repórter João Vitor Ferreira se viu diante de um cenário desafiador: viajar com o BYD Dolphin. A falta de flexibilidade de outros veículos e a necessidade de cumprir sua programação de férias o levaram a encarar a viagem inteiramente com o carro elétrico, transformando a experiência em um teste de paciência e sorte.
Perrengues na Infraestrutura de Carregamento
A viagem de ida foi marcada por contratempos na rede de recarga. João precisou parar o carro três vezes para recarregar. O primeiro ponto de carregamento planejado não estava funcionando. Em uma parada posterior, em Registro (SP), o único carregador rápido disponível em uma estação da Volvo já estava em uso. João optou por uma carga lenta, que em uma hora recuperou apenas 14% da bateria. Posteriormente, conseguiu uma carga de 41% a 100% em 45 minutos, permitindo a continuidade da viagem. O planejamento inicial foi feito com o aplicativo PlugShare, mas a necessidade de viajar por estados inéditos exigiu o cadastro em sete novos aplicativos de redes de carregamento locais.
Frustrações e Soluções Inesperadas
A experiência em Curitiba (PR) exemplificou as dificuldades. Em um eletroponto da On-Charge, com vários carregadores disponíveis, João enfrentou problemas com o aplicativo da rede, que inicialmente não funcionou e, em seguida, recusou o cartão de crédito. A solução foi realizar o pagamento via PIX. O repórter não precisou recarregar o veículo em Blumenau ou Pomerode, mas teve que fazê-lo em Jaraguá do Sul (SC) durante o retorno.
Lições Aprendidas para Viagens Elétricas
Apesar das intercorrências, João ressalta que os problemas não foram com o BYD Dolphin em si, mas com a infraestrutura de recarga. Ele conclui que o planejamento é crucial, incluindo uma margem de energia para buscar alternativas caso um carregador não funcione. A dica é sincronizar as recargas com refeições ou momentos de descanso. Além disso, é fundamental estar atento à topografia da estrada, especialmente em trechos de serra, como ele percebeu na volta, ao optar por não deixar a bateria cair abaixo de 40% devido às subidas.
Fonte: quatrorodas.abril.com.br
