USP Rumo ao Futuro: Pró-reitor Marcos Neira Detalha Estratégias para Graduação do Século 21 com Foco em Inclusão e Inovação Curricular

A Universidade de São Paulo (USP), uma das maiores instituições de ensino superior da América Latina, está traçando novos caminhos para sua graduação. Em entrevista ao boletim “Por Dentro da USP”, o novo pró-reitor de Graduação, Marcos Garcia Neira, apresentou os principais desafios e estratégias para alinhar o ensino às demandas da contemporaneidade. A USP, que atualmente oferece 185 cursos de graduação e acolhe quase 60 mil estudantes, busca uma formação que responda às complexidades do século 21.

O Desafio da Graduação Contemporânea

Marcos Garcia Neira enfatizou que o principal objetivo é construir um ensino de graduação que esteja em sintonia com uma sociedade multicultural, profundamente influenciada pelas tecnologias digitais de informação e comunicação, e marcada por desigualdades. “Precisamos não só garantir a inclusão dos estudantes do ponto de vista da permanência, mas também a qualificação pedagógica de todas as nossas experiências”, afirmou Neira. Segundo ele, a inclusão com qualidade e a excelência pedagógica são os dois pilares fundamentais para o ensino de graduação no século 21.

Combate à Evasão nos Primeiros Anos

Para enfrentar os desafios, a Pró-Reitoria de Graduação iniciará um diagnóstico focado nos primeiros anos dos cursos, em parceria com as Comissões de Graduação e Coordenadoras de Curso. O objetivo é compreender o fenômeno da evasão, que, segundo Neira, se concentra majoritariamente nesse período. “Com base em indicadores quantitativos e qualitativos, nós entenderemos melhor esse fenômeno […] para podermos reformular a experiência pedagógica do primeiro ano”, explicou o pró-reitor, destacando a relevância dessa iniciativa para a permanência estudantil.

Currículos Dinâmicos e Conectados ao Mercado

Outro ponto crucial do programa é a atualização frequente dos projetos pedagógicos. Neira esclarece que não se trata apenas de atualizar disciplinas, mas de uma “formação mais orgânica e sistemática do percurso curricular dos estudantes”. Isso inclui a revisão de campos de estágio, a incorporação de novos conhecimentos e a valorização das atividades de extensão, sempre considerando o campo de atuação profissional.

Para isso, a pesquisa com egressos e o levantamento da literatura sobre as transformações no mercado de trabalho são essenciais. A conexão entre a academia e o exercício profissional, por meio de estágios, pesquisas e extensão, permitirá “retroalimentar os currículos e pensar em currículos cada vez mais sintonizados com as demandas da sociedade contemporânea”, concluiu Neira. Assim, a USP cumpre sua missão de formar profissionais e cidadãos capazes de construir uma sociedade mais justa e menos desigual.

Fonte: jornal.usp.br

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