Supera Parque da USP em Ribeirão Preto Impulsiona Inovação: 12 Novas Startups de Saúde, Agro e IA Iniciam Jornada de Incubação Recorde

O Supera Parque de Inovação e Tecnologia, uma colaboração estratégica entre a Universidade de São Paulo (USP) e a Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto, anunciou os resultados finais do seu Processo Seletivo de Incubação 2026. Doze novos projetos foram selecionados para integrar o renomado Programa de Desenvolvimento de Negócios da instituição, conhecido como Jornada Supera. O grupo de aprovados demonstra a vibrante diversidade do ecossistema empreendedor local, abrangendo setores estratégicos como saúde, inteligência artificial, biotecnologia, agronegócio e soluções corporativas.

As startups que compõem este novo e promissor grupo de inovadores são: AgroMizer, Allevare Health IA, Alma Tropical, FlyMedix, Microbial Diagnostic Facility, Nova Plataforma Profilática contra Leishmanioise Visceral Canina, Queen Co., Rabisclub, SiloScan, StemVision, Tomus e Vesscell Biotecnologia.

Processo Seletivo Rigoroso e Inclusivo

A atração de projetos inovadores nesta chamada foi notável, registrando um recorde de 53 startups interessadas em ingressar no programa. A triagem e avaliação das candidatas foram conduzidas através de um processo rigoroso, dividido em fases complementares. Inicialmente, as propostas foram analisadas quanto ao modelo de negócio, grau de inovação, tecnologia desenvolvida e potencial de mercado. Em seguida, os classificados avançaram para entrevistas de negócios, que aprofundaram o entendimento sobre os desafios e necessidades de cada equipe, e entrevistas comportamentais, que avaliaram competências empreendedoras, perfil da equipe e alinhamento com os valores do ecossistema. O processo culminou com a avaliação do Comitê Técnico-Científico e a apresentação de um pitch final para uma banca avaliadora, que incluiu empreendedores já graduados pelos próprios programas do parque.

Milton Barros, Coordenador de Desenvolvimento de Negócios do Supera Parque, enfatiza que o programa prioriza a capacidade de contribuir para o crescimento de cada negócio, independentemente do seu estágio de maturidade. “Temos aprovados na fase de ideação, ou seja, aqueles projetos que ainda precisam da criação de um modelo de negócio e, até mesmo, de definição final da proposta, mas temos também aprovados com uma solução já desenhada e com os primeiros clientes”, explica Barros, ressaltando a adaptabilidade do programa para diferentes necessidades e ritmos de desenvolvimento. Ele detalha que o processo de incubação segue ritmos distintos para cada empresa, garantindo que a Incubadora possa dispor de recursos para apoiar a evolução de todos.

A Jornada Supera: Desenvolvimento Personalizado e Estratégico

O processo de incubação, conhecido como Jornada Supera, é um programa estruturado para durar dois anos e é dividido em quatro módulos de desenvolvimento contínuo. Cada módulo possui objetivos específicos, alinhados ao ciclo de vida das empresas: desde a estruturação inicial do negócio e a validação de mercado, passando por estratégias de crescimento e escalabilidade, até a preparação para captação de investimentos e a consolidação empresarial. Durante todo o período, as empresas recebem acompanhamento personalizado da equipe da incubadora, mentorias especializadas, e acesso a uma vasta rede de parceiros estratégicos e de inovação do parque, garantindo maior assertividade ao se lançarem no mercado.

Feedback Humanizado para Fortalecer o Ecossistema

Um diferencial notável do processo seletivo do Supera Parque é o seu modelo de relacionamento com os candidatos não selecionados. Todos os projetos que não avançaram no edital são proativamente convidados a participar de mentorias individuais de feedback. Nestas sessões, recebem orientações detalhadas sobre os principais pontos de melhoria identificados durante a avaliação, transformando a desclassificação em uma valiosa oportunidade de aprendizado.

Milton Barros defende que essa prática de acolhimento é crucial tanto para a transparência do processo quanto para a robustez do mercado local. “Quando um projeto não é selecionado, ele não só entende o porquê, mas é direcionado a evoluir justamente nos aspectos em que notamos fragilidade”, afirma o gestor. Ele conclui que essa abordagem não só capacita o empreendedor para reajustar seus objetivos e construir um projeto significativamente mais forte, mas também resulta em “mais resultados e projetos melhores a cada processo seletivo”, beneficiando continuamente todo o ecossistema de inovação da região de Ribeirão Preto.

Fonte: jornal.usp.br

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