Em 2025, o Estado de São Paulo consolidou sua posição como o maior motor do mercado de trabalho formal no Brasil, respondendo por 27% de todos os 60 milhões de empregos com carteira assinada no país. De acordo com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), o território paulista alcançou a marca de 16,2 milhões de vagas preenchidas, um aumento de quase 2,3% em relação ao ano anterior.
Expansão Geral e o Papel do Setor Privado
Entre 2024 e 2025, São Paulo criou aproximadamente 357 mil novos postos de trabalho formal. A maior parte desse crescimento, cerca de 267 mil vagas, foi impulsionada pelo setor privado, enquanto o setor público contribuiu com pouco mais de 91 mil novas oportunidades. Esse cenário reforça a dinâmica econômica paulista, que continua a gerar empregos em diversas frentes.
Protagonismo Feminino e Variações Salariais
Um dos destaques do levantamento da Seade é a crescente participação feminina no mercado de trabalho. Dois terços dos novos empregos, o equivalente a 234 mil postos, foram ocupados por mulheres, concentrando-se predominantemente nas faixas etárias acima de 40 anos. Com isso, a participação feminina no total de empregos formais subiu de 45,9% para 46,4% no período analisado.
Em relação à remuneração, São Paulo manteve médias salariais superiores às do restante do país. O salário médio dos homens registrou um crescimento de 0,6%, atingindo cerca de R$ 5.400 mensais, enquanto o das mulheres teve um acréscimo de 0,3%, chegando a R$ 4.500. A Seade ressalta, contudo, que o aumento salarial ocorreu exclusivamente no setor público e beneficiou apenas trabalhadores com níveis mais elevados de escolaridade, como ensino superior, mestrado e doutorado.
O Desafio da Inserção Jovem no Mercado Paulista
Apesar do panorama geral positivo, o mercado de trabalho paulista enfrenta um desafio significativo na inserção e permanência dos jovens. O grupo etário de 18 a 24 anos foi o único a registrar uma redução no número de postos de trabalho entre 2024 e 2025, com uma perda de 22 mil vagas. Essa retração foi mais acentuada entre os homens, que também sofreram quedas nas faixas de 25 a 29 anos e de 30 a 39 anos.
Essas movimentações resultaram em uma alteração na distribuição dos empregos por idade no estado. A participação de trabalhadores nas faixas etárias mais jovens (18 a 39 anos) diminuiu, enquanto a proporção daqueles com idade entre 40 e 65 anos ou mais aumentou. Esse dado acende um alerta sobre a necessidade de políticas e estratégias que facilitem a entrada e o desenvolvimento profissional da juventude no mercado de trabalho formal paulista.
Fonte: jornal.usp.br