Avanço Chinês no Pacífico
A partir de 2026, os Estados Unidos devem adotar uma postura mais assertiva no Pacífico, com o objetivo de frear a crescente influência militar da China na região. A avaliação é de Sandro Teixeira Moita, professor de Ciências Militares da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme). Segundo Moita, a intensificação dos exercícios militares chineses ao redor de Taiwan, motivada pelas crescentes tensões entre os dois lados, é um indicativo da necessidade de uma resposta americana mais contundente.
“Se a gente for olhar os últimos cinco anos, só no ano passado, em 2025, a gente teve mais de dez exercícios chineses em torno de Taiwan”, destacou o professor, ressaltando a frequência e a escala dessas manobras.
Expansão Naval Chinesa Preocupa EUA
Um dos pontos de maior atenção destacados por Moita é a rápida expansão do poderio naval chinês. A China já supera os Estados Unidos em número de embarcações e também em tonelagem, um fator crucial para a projeção de poder e capacidade de transporte de armamentos. Esses dados impressionam o Congresso americano e reforçam a urgência de uma estratégia defensiva mais robusta.
Resposta Americana: Alianças e Realocação de Recursos
Em resposta a essa expansão chinesa, Moita prevê um fortalecimento das alianças estratégicas americanas no Indo-Pacífico, como o Quad (Japão, Austrália, Índia e Estados Unidos), que visa conter o avanço chinês. Adicionalmente, uma realocação de recursos militares é esperada, com a retirada de meios da Europa para serem direcionados, primeiramente, para as Américas e, em seguida, para a região Indo-Pacífico, conforme delineado na mais recente estratégia de segurança nacional americana.
Taiwan: Epicentro da Disputa Geopolítica
A questão de Taiwan permanece como o principal foco de tensão entre as duas potências. Enquanto a China reivindica a ilha como parte de seu território, os Estados Unidos veem a independência taiwanesa como um interesse estratégico fundamental. Essa divergência tem gerado um consenso bipartidário em Washington para conter o avanço chinês, evidenciando a importância da ilha no tabuleiro geopolítico global.
