Principal instituto francês de pesquisa médica planeja instalar base na USP

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"title": "Inserm, 2º maior instituto de saúde do mundo, planeja instalar base e laboratórios conjuntos na USP para impulsionar pesquisa médica global",
"subtitle": "Comitiva do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França visitou a Universidade para discutir o fortalecimento de parcerias e viabilizar projetos de longo prazo, focando em soluções inovadoras para desafios de saúde globais.",
"content_html": "<h1>Inserm, 2º maior instituto de saúde do mundo, planeja instalar base e laboratórios conjuntos na USP para impulsionar pesquisa médica global</h1><h2>Comitiva do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França visitou a Universidade para discutir o fortalecimento de parcerias e viabilizar projetos de longo prazo, focando em soluções inovadoras para desafios de saúde globais.</h2><p>A busca por novas terapias, diagnósticos e políticas públicas para os principais problemas de saúde da população mundial recebeu um impulso significativo nesta segunda-feira, 8 de junho. Uma comitiva do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica da França (Inserm), o principal órgão de pesquisa biomédica do país europeu, visitou a Faculdade de Medicina (FM) da USP para discutir a ampliação e o fortalecimento de parcerias científicas. O encontro teve como pauta central a possibilidade de instalar uma base física do Inserm dentro da USP e criar laboratórios conjuntos, visando acelerar a produção de ciência aplicada em áreas críticas e impactar diretamente o atendimento e o controle de epidemias mundiais.</p><h3>O Inserm: Um Gigante da Pesquisa em Saúde</h3><p>O Inserm é uma instituição pública que opera sob a autoridade conjunta dos Ministérios da Saúde e do Ensino Superior e Pesquisa da França, sendo a única organização de pesquisa do país inteiramente dedicada à saúde humana. Com um orçamento anual superior a 1,1 bilhão de euros e uma equipe de mais de 15 mil profissionais, o instituto atua continuamente, da bancada de laboratório ao leito dos pacientes. Globalmente, é classificado como a segunda instituição de saúde mais importante no campo médico e líder entre as instituições acadêmicas europeias em pedidos de patentes para pesquisas biomédicas. Seu escopo abrange investigações pioneiras sobre câncer, saúde mental e digital, além do combate a grandes desafios infecciosos como HIV/Aids, tuberculose e hepatites virais. O Inserm mantém mais de 7 mil colaborações globais e parcerias estratégicas com instituições como o NIH (EUA) e a Fiocruz (Brasil).</p><h3>Expansão Global e Parceria Estratégica com a USP</h3><p>A delegação do Inserm, liderada pelo seu CEO, Didier Samuel, destacou que o instituto está em um processo de forte expansão global, impulsionado por mudanças no cenário geopolítico e pelo recuo de parcerias com agências norte-americanas. Essa reorientação tem levado à busca por novos parceiros estratégicos na Ásia e na América do Sul. Samuel afirmou que o encontro na USP é um passo fundamental para planos sólidos de cooperação. "Vemos a oportunidade de reorientar nossas colaborações para países como o Brasil", disse ele, mencionando que, após abrir escritórios em Bruxelas, Washington e Tóquio, o Inserm trabalha na possível abertura de uma sede em São Paulo no próximo ano. O objetivo é consolidar uma rede de laboratórios e representações físicas que garantam suporte a projetos de longa duração, desenvolvendo pesquisas e laboratórios conjuntos internacionais para apoiar a cooperação contínua e garantir mais visibilidade e suporte estrutural para a ciência.</p><h3>Oportunidade para a USP e o Brasil</h3><p>Para o reitor da USP, Aluísio Augusto Cotrim Segurado, a aproximação com o Inserm representa uma grande oportunidade para expandir parcerias acadêmicas e científicas de forma abrangente, envolvendo as três faculdades de medicina da Universidade (São Paulo, Ribeirão Preto e Bauru). Segurado ressaltou que uma futura base acadêmica do Inserm na USP dá continuidade a uma política de internacionalização focada na atração de investimentos e na abertura de laboratórios conjuntos, a exemplo do modelo já consolidado com outras instituições francesas como o Institut Pasteur, o CNRS e a Universidade Paris Sciences et Lettres (PSL). "Acreditamos verdadeiramente que esse modelo tem sido muito bem-sucedido porque, em um curto período, vemos a atração de investigadores franceses e o início de uma mobilidade contínua de doutorandos e pós-doutorandos, com resultados promissores não apenas em publicações, mas também em impacto social", afirmou o reitor.</p><h3>Fortalecimento de Laços e Metas Futuras</h3><p>Carlos Gilberto Carlotti Junior, presidente da Agência USP de Cooperação Acadêmica Nacional e Internacional (Aucani), enfatizou que as relações com a França têm se fortalecido significativamente e já possuem uma base sólida para expansão. Atualmente, o Inserm é o segundo maior parceiro francês da USP em publicações científicas, atrás apenas do CNRS, com colaborações de destaque em áreas como biofotônica, neurociências, cardiologia e nutrição. Inspirado pelos modelos de cooperação bem-sucedidos com outras instituições europeias, o objetivo agora é formalizar a criação de laboratórios conjuntos (Joint Labs) e, a longo prazo, implementar Programas de Coordenação Temática (PCT) e Parcerias Internacionais-Chave (PIC). "O campo da saúde ocupa um lugar central na nossa Universidade, que conta com três faculdades de medicina, um vasto complexo hospitalar e diversos centros de excelência em ciências biológicas e biomédicas. Estou convencido de que uma colaboração ainda mais estreita entre nossas instituições, alinhada à nossa estratégia mútua de internacionalização, nos permitirá alcançar resultados mais ambiciosos e enfrentar juntos os grandes desafios científicos e médicos da nossa época", concluiu Carlotti Junior.</p>"
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Fonte: jornal.usp.br

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