Patrícia Iglecias, da USP, Recebe Prêmio Internacional de Sustentabilidade em Estocolmo e Lidera Cooperação Brasil-Suécia por Economia Verde
Reconhecimento à coordenadora do USPproClima destaca o papel estratégico do Brasil e da universidade na agenda global de baixo carbono e inovação
Patrícia Iglecias, Superintendente de Gestão Ambiental da Universidade de São Paulo (USP) e coordenadora do USPproClima, foi agraciada com um prêmio internacional de sustentabilidade em Estocolmo, na Suécia. A homenagem ocorreu durante o WOCA 2026, evento que celebrou os 200 anos das relações diplomáticas entre Brasil e Suécia e reuniu líderes para discutir soluções inovadoras para o desenvolvimento sustentável.
O reconhecimento sublinha não apenas a trajetória de Patrícia Iglecias, mas também o crescente protagonismo da USP e do Brasil na agenda global de sustentabilidade. O WOCA 2026, promovido pelo Global Council of Sustainability & Marketing (GCSM), teve como foco a ampliação da cooperação entre os dois países em áreas estratégicas para a economia de baixo carbono.
Liderança e Reconhecimento Internacional
Além de sua atuação na USP, Patrícia Iglecias reforça sua posição de liderança global ao assumir recentemente a presidência do Capítulo Latino-Americano da International Sustainable Campus Network (ISCN). Esta rede internacional congrega universidades empenhadas na sustentabilidade de seus campi e na produção de conhecimento relevante. Ela também preside o Instituto O Direito por um Planeta Verde, uma organização dedicada ao fortalecimento do direito ambiental, demonstrando seu compromisso multifacetado com a causa.
Durante o evento em Estocolmo, Patrícia não apenas recebeu o prêmio, mas também participou ativamente do Fórum de Investimentos Inovação e Sustentabilidade. Lá, proferiu a palestra intitulada “Relações Brasil–Suécia: Meio Ambiente e Geração de Negócios”, onde enfatizou a importância da cooperação bilateral para enfrentar os desafios das mudanças climáticas, impulsionar investimentos em inovação e fortalecer a economia verde.
O Papel Estratégico do Brasil na Agenda Climática
Em sua exposição, a professora destacou o papel estratégico do Brasil na agenda climática global, ressaltando os ativos únicos do país. Ela mencionou a maior floresta tropical do planeta, uma das matrizes energéticas mais limpas entre as grandes economias e uma biodiversidade sem paralelo. Para Patrícia, transformar essas vantagens em oportunidades reais exige investimentos contínuos em ciência, tecnologia, governança e, crucialmente, cooperação internacional.
A palestra também serviu para sublinhar a experiência sueca como uma referência mundial em inovação, economia circular e transição energética. Patrícia defendeu que a combinação entre a vasta biodiversidade brasileira e a capacidade tecnológica da Suécia cria condições excepcionais para o desenvolvimento de projetos conjuntos. Áreas como bioeconomia, energias renováveis, mercados de carbono, mineração responsável, cidades sustentáveis e agricultura de baixo carbono foram apontadas como frentes promissoras para essa colaboração.
Universidades como Motor da Transição Verde
Um ponto central da apresentação foi o papel fundamental das universidades na construção dessa agenda de sustentabilidade. Patrícia Iglecias apresentou as iniciativas desenvolvidas pela USP por meio do USPproClima, um programa que articula pesquisadores de diversas áreas na busca por soluções para os desafios climáticos. Ela avalia que as instituições de ensino superior têm uma função essencial na aproximação entre ciência, políticas públicas e o setor produtivo, promovendo a inovação e formando profissionais capacitados para liderar a transição para uma economia mais sustentável.
Ao encerrar sua palestra, a superintendente defendeu a ampliação da cooperação científica entre Brasil e Suécia, com a criação de programas conjuntos de pesquisa, intercâmbio de pesquisadores, estabelecimento de laboratórios bilaterais e o incentivo ao desenvolvimento de startups de base tecnológica voltadas à sustentabilidade. “As grandes parcerias do século 21 serão construídas a partir da produção de conhecimento, da inovação e da cooperação internacional”, afirmou Patrícia Iglecias, concluindo com um alerta: “O planeta não espera. A janela de oportunidade está aberta, mas não ficará aberta para sempre.”
Fonte: jornal.usp.br
