Novo microdispositivo pode diminuir custos da fertilização “in vitro”

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"title": "Inovação da USP e Fapesp: Microdispositivo Reutilizável Promete Reduzir Custos da Fertilização In Vitro e Ajudar no Sonho da Maternidade",
"subtitle": "Tecnologia pioneira desenvolvida por pesquisadores brasileiros busca tornar o tratamento de infertilidade mais acessível e eficaz, com sistema dinâmico e sustentável.",
"content_html": "<p>Pesquisadores da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos (FZEA) da USP, em Pirassununga, desenvolveram um inovador microdispositivo reutilizável que promete revolucionar o campo da fertilização in vitro (FIV). A tecnologia, com aplicações que vão desde a maturação de gametas até a própria FIV, tem como principal objetivo tornar o sonho de ser mãe mais acessível, reduzindo significativamente os custos do tratamento e oferecendo um método mais eficaz.</p><h3>O Diferencial: Reutilizável e Sustentável</h3><p>O grande trunfo deste microdispositivo reside na sua capacidade de ser reutilizado, um fator crucial para a diminuição dos custos. Segundo Franciele Flores, pós-doutoranda do Departamento de Medicina Veterinária da FZEA-USP, é um produto que não tem um custo elevado e que dá para reutilizar. "Então, poderia, além de diminuir os custos do que a gente tem hoje, ajudar muitas pessoas a realizar sonhos, como ser mãe", explica. Além da economia, a reusabilidade aborda uma preocupação ambiental, gerando menos resíduos em comparação com os dispositivos descartáveis atualmente em uso.</p><h3>Da Pecuária à Reprodução Humana</h3><p>Embora a ideia inicial para o microdispositivo fosse a fertilização in vitro em animais, o potencial para aplicação em seres humanos rapidamente se tornou evidente. O professor Juliano Coelho da Silveira, também do Departamento de Medicina Veterinária da FZEA, afirma que "a grande aplicação que a gente vislumbra é para a área humana". Esta transição de foco sublinha a versatilidade e a relevância da inovação para a saúde reprodutiva humana, especialmente em casos complexos de infertilidade.</p><h3>Um Ambiente Mais Próximo do Natural</h3><p>Uma das qualidades mais distintivas do microdispositivo é seu sistema dinâmico. Diferente dos cultivos estáticos em placas tradicionais, este sistema microfluídico simula o movimento de fluidos que ocorre naturalmente no corpo, um ambiente "in vivo". O professor Silveira explica a inspiração: "Eu olhava para aquilo e dizia 'nossa, tu olha para o ambiente in vivo, é tudo dinâmico… E por que in vitro não dá, onde tudo é estático?'". Este dinamismo é vital para uma leitura mais precisa da qualidade do embrião ou gameta, acelerando reações e permitindo a observação em tempo real. Para a reprodução humana, isso é particularmente importante em situações onde as reservas gaméticas da mulher são limitadas ou quando há baixa qualidade espermática do parceiro, otimizando as chances de sucesso.</p><h3>Fomento à Ciência e Colaborações</h3><p>O desenvolvimento do microdispositivo faz parte de um projeto "Jovem Pesquisador", uma iniciativa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) que apoia jovens cientistas e fomenta a conexão da ciência nacional e internacionalmente. O projeto contou com a colaboração da Universidade Federal do Ceará e parcerias com a renomada Universidade da Califórnia, em Davis, nos Estados Unidos, demonstrando o alcance e a importância global desta pesquisa brasileira.</p>"
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Fonte: jornal.usp.br

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