Protestos Históricos Mobilizam Milhões
Uma onda de protestos sem precedentes varreu os Estados Unidos no sábado, com organizadores estimando que mais de nove milhões de pessoas participaram em mais de 3.100 eventos em cidades, subúrbios e áreas rurais. A manifestação, parte do movimento de base “No Kings”, é a terceira grande mobilização contra o presidente em menos de um ano. As ações anteriores, em junho e outubro passados, já haviam reunido milhões de americanos, evidenciando um crescente descontentamento popular.
Divisão Profunda no Coração da América
As manifestações expuseram a acentuada polarização política no país. Enquanto os apoiadores do movimento “Make America Great Again” demonstram lealdade ao presidente, seus opositores condenam veementemente suas políticas. Críticas abrangem desde o uso de decretos executivos e o sistema judicial para perseguir adversários, até a negação das alterações climáticas e o favorecimento de combustíveis fósseis. A saída de programas de diversidade racial e de gênero, e a expansão do poder militar após uma campanha que prometia paz, também são pontos de discórdia significativos.
Reações Oficiais e a Realidade das Bases
A Casa Branca minimizou a magnitude dos protestos, rotulando-os como iniciativas de “redes de financiamento de esquerda” sem apoio popular genuíno. Um porta-voz declarou que “as únicas pessoas que se importam com essas sessões de terapia do síndrome de desorientação de Trump são os jornalistas que são pagos para as cobrir”. O Comité Nacional Republicano do Congresso ecoou essa visão, descrevendo os atos como “comícios de ódio à América”. No entanto, dados dos organizadores indicam que dois terços dos participantes não residem em grandes centros urbanos, tradicionalmente redutos democratas, sugerindo um alcance crescente do movimento.
Solidariedade Internacional em Capitais Europeias
O movimento de protesto transcendeu fronteiras, com manifestações ocorrendo em diversas cidades europeias. Em Amsterdã, Madri e Roma, cerca de 20.000 pessoas marcharam sob forte presença policial. Em Paris, centenas de americanos residentes na França, juntamente com sindicatos e organizações de direitos humanos, reuniram-se na Bastilha. Ada Shen, organizadora do “Paris No Kings”, declarou protesto “contra todas as guerras intermináveis, ilegais, imorais, imprudentes e sem interesse de Trump”. Em Londres, os manifestantes expressaram preocupação com a “extrema-direita” e o “racismo”, além de protestarem contra a guerra no Irã.
Fonte: pt.euronews.com
