Glaura Lacerda celebra a complexidade de Gisleyne em ‘Três Graças’ e a jornada de vida que inspira a personagem

Da vida comum à trama envolvente

Glaura Lacerda, intérprete de Gisleyne na novela “Três Graças”, celebra a profundidade de sua personagem, que vai muito além do alívio cômico frequentemente associado a figuras como ela, as chamadas “fofoqueridas”. A atriz destaca que a mansão de Arminda (Grazi Massafera) se tornou um palco para Gisleyne se deparar com uma realidade muito mais complexa do que sua rotina habitual.

Recentemente, a descoberta da aliança de Célio (Otávio Müller) por Gisleyne a colocou no centro do mistério que envolve a poderosa vilã. “O coração da Gisleyne fica muito mexido”, revela Glaura em entrevista à CNN Brasil. “Ela age pelo afeto e pela simplicidade, não pela lógica do perigo. De repente, ela se vê diante de algo maior do que a sua rotina, com um peso que ainda nem consegue dimensionar por completo”.

Uma carreira de 18 anos moldando a atriz

Aos 43 anos, Glaura Lacerda faz sua estreia em novelas após uma trajetória de 18 anos nos palcos. Sua experiência profissional é marcada por uma diversidade impressionante, que inclui desde trabalhos em contabilidade e entrega de folhetos até atuações como “cabeção” em festas infantis. Para a atriz, nenhum desses papéis foi em vão.

“Cada trabalho me colocou em contato com pessoas, ritmos e realidades diferentes. Isso amplia a escuta, a empatia e, principalmente, o seu repertório, o qual não pode ser copiado por ninguém, nem por super robô de IA (Inteligência Artificial). É só seu!”, afirma Glaura. “Afirmo com tranquilidade que essa minha maluca bagagem de vida contribuiu para a autenticidade da Gisleyne”.

Respeito e inspiração na profissão de empregada doméstica

No Dia da Empregada Doméstica, celebrado em 27 de maio, Glaura Lacerda reflete sobre a importância e a seriedade da profissão. “Viver a Gisleyne é tocar em uma realidade muito maior. O trabalho doméstico é uma profissão exercida majoritariamente por mulheres que, muitas vezes, deixam seus próprios filhos aos cuidados de outras pessoas para tornar possível que tantas famílias organizem suas rotinas e sonhos”, pondera.

“Por isso, a interpreto com muito respeito. O humor da personagem nunca está na profissão, e sim na humanidade dela, na forma como se relaciona com o mundo”, garante. A inspiração para o jeito peculiar e generoso de Gisleyne veio de sua própria mãe, Dona Denise. “Minha mãe, dona Denise, faz coisas completamente sem noção, mas tem um coração enorme. Quando a Gisleyne traz um assunto fora de contexto, como o ‘pescoço duro da galinha’ em plena discussão entre a Arminda e Gerluce (Sophie Charlotte), eu penso: ‘minha mãe faria igualzinho'”, diverte-se a atriz.

Neurociência e improviso no ritmo acelerado da TV

Glaura Lacerda, criadora do método E.L.A (Engajamento Lúdico na Aprendizagem), que une arte, gamificação e neurociências, aplica seus conhecimentos no set. Com o ritmo frenético da reta final da novela, a técnica se tornou essencial.

“Na televisão, tudo é rápido. O improviso me ensinou justamente isso: renunciar ao controle e estar disponível para o outro. Muitas ‘falinhas’ da Gisleyne foram improvisadas a partir da generosidade da maravilhosa Grazi Massafera. Nós testávamos durante o ensaio e, quando a direção aprovava, ia algo divertido ao ar”, revela.

Trabalhar com os textos de Aguinaldo Silva e Virgílio Silva trouxe o que ela chama de “a pressão mais bonita de todas”. “A pergunta deixa de ser ‘será que vai dar certo?’ e vira ‘como honrar um material tão bom?’. Esse friozinho me mantém viva e atenta”, diz. Para o futuro, Glaura almeja continuar atuando e, quem sabe, trazer um Oscar para o Brasil com um filme.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *