Estudante de Psicologia da USP Defende Prática Clínica Humanizada: Escuta e Sensibilidade Acima da Neutralidade Absoluta

Estudante de Psicologia da USP Defende Prática Clínica Humanizada: Escuta e Sensibilidade Acima da Neutralidade Absoluta

Em entrevista à Rádio USP, Gabriela Melo reflete sobre sua trajetória acadêmica e a importância de não abrir mão da humanidade no cuidado psicológico, projetando um futuro de pesquisa e transformação social.

A série “Mentes em Pauta”, da Rádio USP Ribeirão Preto, encerrou sua temporada de entrevistas com a estudante de Psicologia Gabriela Melo, que fez um balanço de sua formação universitária, dos aprendizados construídos ao longo do curso e dos planos para o futuro. Sua visão destaca a importância de uma prática psicológica que valorize a escuta atenta e a sensibilidade humana, questionando a ideia de neutralidade absoluta no ambiente clínico.

A Experiência que Redefiniu um Caminho

Durante a conversa com Kaio Alves, Gabriela relembrou um projeto marcante em uma casa de passagem para mulheres em situação de rua. Essa vivência, segundo a estudante, foi crucial para conhecer realidades diversas e encontrar respostas sobre os caminhos que deseja seguir na Psicologia, especialmente na área da psicanálise social. A experiência não só aprofundou seu interesse, mas também abriu novas questões, contribuindo para a redefinição de seus objetivos profissionais e pessoais.

A Busca por uma Psicologia Humanizada

Gabriela enfatiza a importância de não negligenciar a própria humanidade na atuação profissional. Ela questiona a ideia de neutralidade absoluta frequentemente atribuída aos psicólogos, defendendo uma prática que reconheça as experiências, fragilidades e posicionamentos de quem exerce a escuta clínica. Para ela, o cuidado e a escuta vão além do conhecimento técnico, exigindo abertura ao outro, sensibilidade para diferentes formas de comunicação e uma disposição humana genuína para compreender experiências e contextos diversos.

Pesquisa e Futuro Acadêmico: Um Campo Aberto

Com um forte interesse pela pesquisa e pela carreira acadêmica, Gabriela expressa o desejo de continuar aprofundando seus conhecimentos em psicanálise. A estudante almeja atuar em espaços com os quais se identifica, explorando novas possibilidades de trabalho e investigação. Apesar das incertezas inerentes ao futuro, ela o enxerga como um campo aberto para sonhar e construir novos projetos, mantendo-se em constante aprendizado e evolução.

Ao finalizar a entrevista, Gabriela resumiu sua jornada na graduação como uma experiência enriquecedora, marcada pela identificação com o curso, pelo apoio incondicional da família e pelos encontros significativos que moldaram sua formação pessoal e profissional.

Fonte: jornal.usp.br

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