Como defender a democracia e os direitos humanos? USP reúne especialistas para debater desafios e memória em ano eleitoral

Como defender a democracia e os direitos humanos? USP reúne especialistas para debater desafios e memória em ano eleitoral

Evento no Instituto de Estudos Avançados da USP, com Jamil Chade e Paulo Endo, alerta para retrocessos e a necessidade de combate ao autoritarismo em um cenário global de extrema-direita.

Um importante debate sobre memória, democracia e direitos humanos está acontecendo na Universidade de São Paulo (USP). O Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP sedia um encontro que discute os desafios e as possibilidades da agenda de direitos humanos no Brasil, com a participação do correspondente internacional Jamil Chade e do professor Paulo Endo, coordenador do grupo de Direitos Humanos Democracia e Memória.

Desafios da Democracia no Brasil

Desde 2016, o grupo coordenado por Paulo Endo tem se dedicado a pautas cruciais como desigualdade racial, violência estatal e os direitos de mulheres e outras minorias. O evento destaca a urgência de abordar esses temas, especialmente em um ano eleitoral e diante do avanço da extrema-direita em diversas partes do mundo.

Os participantes apontam a extinção de Ministérios ligados aos direitos humanos no governo Michel Temer e os discursos antidemocráticos do governo Bolsonaro como marcos de retrocessos significativos. Para Jamil Chade, a manutenção da democracia exige uma discussão ativa sobre como proteger o sistema dessa onda de autoritarismo. Ele enfatiza que não basta apenas olhar para eventos passados como forma de pacificação, mas sim como um meio de defender a democracia. “Nós temos que fazer o combate justamente para que esse passado não seja reescrito”, afirma Chade.

Retrocessos e a Luta por Direitos

Paulo Endo complementa, mencionando que, ao longo de 2019, houve consideráveis retrocessos em relação aos direitos dos povos originários, das populações LGBTQ+ e no combate à violência. Mesmo que algumas das consequências desses desmantelamentos tenham sido minimizadas, Endo ressalta a importância fundamental de estudar as que ainda persistem. Durante o encontro, diversos pesquisadores do grupo apresentarão trabalhos baseados nos acontecimentos dos últimos anos e nas perspectivas para o futuro.

A Importância da Memória e do Combate ao Autoritarismo

A discussão reforça que a democracia é um processo que exige atenção constante e engajamento. A memória histórica serve não apenas como um registro do que foi, mas como uma ferramenta vital para entender o presente e moldar um futuro onde os direitos humanos sejam plenamente respeitados e o autoritarismo seja combatido ativamente.

Detalhes do Encontro e Participação

O encontro é totalmente gratuito e acontece nesta quinta-feira (14) e na sexta-feira (15), das 9h30 às 17h, na Sala Alfredo Bosi do Instituto de Estudos Avançados, localizado na Rua da Praça do Relógio, 109, Cidade Universitária. Para aqueles que não puderem comparecer presencialmente, é possível acompanhar o evento de maneira remota através do canal do YouTube do IEA.

Fonte: jornal.usp.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *