GDF enfrenta desafio financeiro para manter controle do BRB
O Governo do Distrito Federal (GDF) terá que desembolsar entre R$ 4 bilhões e R$ 5 bilhões para assegurar sua posição como acionista majoritário do BRB (Banco de Brasília). A necessidade surge após a aprovação de um aumento de capital na instituição financeira, que pode chegar a R$ 8,8 bilhões. Atualmente, o GDF detém 53,7% das ações do banco.
BRB busca capitalização e reestruturações complexas
A assembleia geral extraordinária do BRB deliberou sobre a proposta de aumento de capital, que visa elevar o valor social da instituição de R$ 2,34 bilhões para um intervalo entre R$ 2,88 bilhões (subscrição mínima) e R$ 11,16 bilhões (subscrição máxima). A operação será realizada por meio de subscrição privada, restrita aos atuais acionistas. O preço de emissão das novas ações foi definido em R$ 5,36 por unidade.
Operações com Banco Master e acordo com Quadra Capital
O BRB também está em processo de reestruturação após a descoberta de operações fraudulentas com o Banco Master. Uma auditoria externa independente revelou que as transações com o Banco Master somaram R$ 21,9 bilhões. Deste montante, R$ 1,9 bilhão foi vendido ao mercado, e os ativos remanescentes serão transferidos à Quadra Capital por R$ 15 bilhões. Este acordo prevê um pagamento inicial de R$ 3 a R$ 4 bilhões, com uma parcela posterior de R$ 11 a R$ 12 bilhões.
Aguardando FGC e novos prazos para balanço
Paralelamente, o BRB aguarda uma resposta do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) sobre um aporte de R$ 6,6 bilhões. Fontes indicam que, com o avanço das negociações com a Quadra Capital e o aumento de capital, o empréstimo total do FGC pode não ser mais necessário. A divulgação do balanço referente a 2025, que estava prevista para março, foi adiada e agora ocorrerá em 29 de maio.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
