Indústria em declínio: um alerta para a segurança nacional
A indústria brasileira, que já representou mais de 20% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, hoje amarga uma participação de apenas 11%. Este declínio acentuado, aliado à falta de investimento em tecnologia, representa uma ameaça direta à segurança nacional do Brasil, segundo o sociólogo e cientista político Bolívar Lamounier. Em entrevista ao WW Especial, Lamounier expressou preocupação com a vulnerabilidade tecnológica do país.
Dependência de commodities e dificuldade de acesso à tecnologia
Lamounier critica o modelo econômico que tem levado o Brasil a se tornar cada vez mais dependente de commodities agrícolas e minerais. Embora reconheça o sucesso do agronegócio, ele aponta que a falta de desenvolvimento tecnológico próprio torna o país suscetível a pressões de potências internacionais. “Nós temos dificuldade de importar tecnologia”, explica, ressaltando que uma eventual restrição de acesso por parte de países como os Estados Unidos poderia gerar sérios problemas.
Críticas à classe política e à ineficiência institucional
O sociólogo não poupa críticas à classe política brasileira, a quem atribui a incapacidade de promover as reformas necessárias para o crescimento econômico e o desenvolvimento tecnológico. “Ou a nossa classe política melhora de qualidade com a entrada numerosa de pessoas que têm mais do que dois neurônios nas instituições, ou nós estamos fritos”, dispara. Lamounier também aponta problemas estruturais nas instituições, citando o Judiciário como “um escândalo inacreditável”.
Urgência de reformas para evitar vulnerabilidade exponencial
Para Bolívar Lamounier, o Brasil precisa de uma “guinada” e de reformas profundas em um prazo inferior a 30 anos. Ele adverte que a inércia resultará em um crescimento exponencial da vulnerabilidade, comprometendo não apenas o desenvolvimento econômico, mas também a soberania nacional. O programa WW Especial, apresentado por William Waack, aborda este e outros temas de segurança nacional aos domingos, às 22h, na CNN Brasil.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
