Investigação de Corrupção na Ucrânia: Zelenskyy Não É Alvo, Afirma Chefe Anticorrupção

Investigadores Esclarecem Papel de Zelenskyy

O chefe do Gabinete de Investigação Anticorrupção (SAPO) da Ucrânia, Oleksandr Klymenko, declarou enfaticamente na terça-feira que o Presidente Volodymyr Zelenskyy não está envolvido em nenhuma investigação de corrupção em curso. “O presidente da Ucrânia não foi, nem é atualmente, objeto de investigação”, afirmou Klymenko, buscando dissipar qualquer especulação que pudesse ligar o chefe de Estado a um esquema bilionário.

Esquema de Branqueamento e Suspeitos Principais

A investigação em questão concentra-se em Andriy Yermak, ex-chefe de gabinete de Zelenskyy, Oleksiy Chernyshov, ex-vice-primeiro-ministro, e Timur Mindich, antigo parceiro de negócios do presidente. Os suspeitos são acusados de branqueamento de cerca de 9 milhões de euros (aproximadamente 460 milhões de hryvnias) entre 2021 e 2025, através de um projeto de desenvolvimento imobiliário de luxo nas proximidades de Kiev. Paralelamente, a legislação ucraniana confere imunidade judicial a presidentes em exercício.

Pedidos de Prisão e Tensão no Tribunal

O Ministério Público solicitou a prisão preventiva de Yermak, com uma fiança estipulada em 180 milhões de UAH (cerca de 3,5 milhões de euros). A audiência sobre a medida cautelar, que começou na tarde de terça-feira, foi adiada para permitir a análise completa do material do processo, que, segundo a defesa, totaliza cerca de 4.000 páginas distribuídas em 16 volumes. Os procuradores também pediram que a análise das provas ocorresse à porta fechada, apesar do interesse público e da transmissão ao vivo do julgamento.

Contexto e Acusações Anteriores

O advogado de Yermak, Ihor Fomin, classificou o processo como “infundado” e negou o envolvimento de seu cliente nas alegações de branqueamento. Yermak já havia sido alvo de uma investigação anterior, em novembro passado, relacionada à empresa estatal de energia nuclear Enerhoatom, onde supostamente foram desviados cerca de 85 milhões de euros. Naquela ocasião, embora não tenha sido formalmente acusado, Yermak renunciou ao cargo em meio à crescente pressão pública. Timur Mindich, apontado como o alegado cabecilha do esquema, fugiu da Ucrânia para Israel antes das operações da NABU.

Fonte: pt.euronews.com

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