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Pesquisa Brasileira com Supercentenários da USP Desvenda Segredos da Longevidade e Diversidade Genética, Ganhando Destaque Global em Artigo Científico

Uma pesquisa brasileira inovadora sobre supercentenários, liderada pelo Centro de Estudos do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) da USP, está ganhando destaque internacional. Um novo artigo, intitulado “Insights from Brazilian supercentenarians”, foi publicado em janeiro de 2026 na prestigiada revista Genomic Psychiatry, descrevendo resultados preliminares em indivíduos com mais de 110 anos e os objetivos futuros da coorte de estudo. O trabalho já foi traduzido para mais de 35 idiomas, evidenciando o grande interesse global.

Por Que o Brasil é Chave para a Longevidade?

A diretora do CEGH-CEL, Mayana Zatz, explica que o Brasil possui uma das maiores diversidades étnicas do mundo. Essa característica única é resultado de séculos de miscigenação, começando com a chegada dos portugueses, seguida pela vinda de africanos entre os séculos XVII e XIX, e a posterior imigração de milhões de europeus (italianos, alemães, portugueses) e japoneses no início do século XX. Essa riqueza genética posiciona o país como um laboratório natural para estudos sobre longevidade.

Genes Protetores e Resiliência Inata

A geneticista Mayana Zatz levanta a hipótese de que a mistura racial brasileira pode permitir o acúmulo de variantes genéticas protetoras de cada grupo étnico em indivíduos miscigenados. O estudo foca em centenários que vivem em regiões remotas, muitas vezes sem acesso à medicina moderna ou a dietas especiais. Para os pesquisadores, essa observação sugere que a resiliência desses indivíduos pode ser atribuída primariamente aos seus genes, oferecendo insights valiosos sobre os mecanismos biológicos da longevidade extrema.

Colaborações Futuras e o Aprendizado com os Mais Velhos

Em sua coluna de janeiro de 2026, Mayana Zatz antecipou uma colaboração promissora com o grupo da professora Ana Maria Caetano, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), para expandir ainda mais a pesquisa. A expectativa é que o estudo aprofundado desses supercentenários revele caminhos para uma vida mais longa e saudável. “Todo mundo gostaria de ser um centenário saudável, e temos muito a aprender com eles”, conclui a professora Zatz, ressaltando o valor intrínseco de compreender os segredos genéticos e de estilo de vida que permitem a esses indivíduos alcançar idades tão avançadas com qualidade.

Fonte: jornal.usp.br

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