Colapso da A1 e Riscos Monitorados
Um troço da autoestrada A1, uma das principais vias de Portugal, colapsou na sequência da rutura de um dique no rio Mondego, especificamente na Ponte dos Casais. O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, assegurou que a situação estava sob monitorização há vários dias pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil e que o Governo estava ciente dos riscos. A força da água, ao ‘cavar’ por baixo da via, levou ao seu cedimento. As reparações na A1 deverão prolongar-se por “várias semanas”. O ministro enfatizou que o encerramento de infraestruturas críticas como a A1 não é uma decisão levada de ânimo leve, sendo baseada em riscos calculados.
Sem Feridos, Mas Alerta para Novas Ruturas
Felizmente, o trânsito na A1 já havia sido suspenso antes do colapso, o que evitou registo de feridos, segundo informou o subcomandante regional da Proteção Civil. No entanto, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, em briefing na quarta-feira, apelou à evacuação de zonas de risco e não descartou a possibilidade de novas ruturas no sistema de diques do Mondego. Apesar da melhoria prevista nas condições meteorológicas para quinta-feira, Montenegro reforçou a necessidade de “vigilância total e absoluta”.
Agravamento Meteorológico à Vista
As previsões meteorológicas indicam um novo agravamento das condições entre o final da tarde de dia 12 e a manhã de dia 13. O Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) alerta para “períodos de chuva, por vezes forte, e vento com rajadas até 80 km/h” em grande parte do país. Este cenário deve-se à passagem de um sistema frontal associado a uma depressão centrada a norte da Península Ibérica, que originará uma nova depressão, denominada Oriana. Embora a depressão não afete diretamente Portugal continental, os seus efeitos serão sentidos, com o IPMA a emitir “avisos de nível Amarelo de precipitação e rajada” para várias regiões.
Outros Incidentes: Comboio e Deslizamentos
A instabilidade climática também causou outros incidentes. Na noite de quarta-feira, um comboio de passageiros descarrilou na Linha do Leste, perto de Abrantes, ao colidir com uma árvore e detritos na linha. A ocorrência não provocou feridos, mas levou à suspensão da circulação ferroviária e à mobilização da Infraestruturas de Portugal para os trabalhos de reparação. Adicionalmente, as chuvas persistentes têm provocado deslizamentos de terras em diversas zonas do país, com destaque para a Costa da Caparica, onde um deslizamento obrigou à evacuação de um prédio e de 31 pessoas. Em Ponte da Barca, 23 pessoas foram retiradas preventivamente das suas casas.
Fonte: pt.euronews.com


