Libertações Aceleram Após Captura de Maduro
Nove venezuelanos, incluindo o proeminente ativista de direitos humanos Javier Tarazona, foram libertados de uma prisão em Caracas neste domingo (1º). A libertação de Tarazona, diretor da FundaRedes, organização que investiga supostos abusos na fronteira com a Colômbia, ocorreu após quatro anos e sete meses de detenção. Ele foi preso em julho de 2021 sob acusações de terrorismo e conspiração. A soltura de Tarazona foi celebrada por seu irmão, José Rafael Tarazona, como um símbolo de esperança. As libertações têm ganhado força desde que o governo anunciou uma política de soltura em 8 de janeiro, após a captura do ditador Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em 3 de janeiro.
Detenções em Helicoide e Alegações de Tortura
Os prisioneiros libertados estavam detidos no centro de detenção de Helicoide, em Caracas. Um relatório das Nações Unidas de 2022 apontou que os detidos neste local eram submetidos a tortura, alegação que o governo venezuelano nega. Além de Tarazona, foram libertados o cidadão ítalo-venezuelano Mauricio Giampaoli, o ativista político Luis Isturiz, o agricultor Victor Castillo, o líder político Yandir Loggiodice, Willians Diaz, Rodrigo Perez, Omaira Salazar e Guillermo Lopez. O grupo local de direitos humanos Foro Penal destacou a importância de cada passo em direção à liberdade e ao fim da repressão.
Lei de Anistia e Perspectivas Futuras
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, anunciou na sexta-feira (31) uma proposta de “lei de anistia” destinada a centenas de presos. Paralelamente, o centro de detenção de Helicoide deve ser transformado em um espaço dedicado a esportes e serviços sociais. Apesar das libertações, familiares e defensores dos direitos humanos argumentam que o processo tem sido lento e exigem a anulação de acusações e condenações contra os considerados presos políticos. O Foro Penal estima que mais de 300 presos políticos foram libertados nas últimas semanas, mas ainda restam mais de 700 encarcerados. O governo, por sua vez, nega a existência de presos políticos e afirma que os detidos cometeram crimes.
Figuras Notáveis Ainda Detidas
Apesar das recentes solturas, algumas figuras proeminentes da oposição venezuelana permanecem detidas. Entre eles estão o político Juan Pablo Guanipa e o advogado Perkins Rocha, ambos aliados próximos da vencedora do Prêmio Nobel da Paz e líder da oposição, Maria Corina Machado. Freddy Superlano, líder do partido Voluntad Popular, também continua preso. Rafael Tudares, genro do ex-candidato presidencial opositor Edmundo Gonzalez, foi um dos libertados neste domingo.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
