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Departamento de Justiça dos EUA divulga três milhões de documentos sigilosos de Jeffrey Epstein após pressão pública e política

Fim de um processo exaustivo para garantir transparência

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou a divulgação de aproximadamente três milhões de documentos relacionados ao financeiro Jeffrey Epstein. A ação atende à Lei da Transparência dos Ficheiros de Epstein, promulgada após meses de intensa pressão pública e política, que exige a abertura dos arquivos governamentais sobre o caso do magnata caído em desgraça. “A divulgação de hoje marca o fim de um processo muito exaustivo de identificação e análise de documentos para garantir a transparência para o povo americano e o cumprimento da lei”, declarou o procurador Damian Williams em coletiva de imprensa.

Documentos retidos e o cuidado com as vítimas

Diante do não cumprimento do prazo inicial estabelecido pelo Congresso para a liberação total do material, o Departamento de Justiça mobilizou centenas de advogados para revisar os registros. O objetivo foi identificar e omitir informações que pudessem comprometer investigações em andamento ou expor detalhes pessoais de potenciais vítimas de abuso sexual. Todas as mulheres envolvidas, com exceção de Ghislaine Maxwell, foram excluídas de vídeos e imagens que seriam divulgados. O número total de documentos sob revisão chegou a cerca de seis milhões, incluindo duplicatas.

Conteúdo divulgado e nomes mencionados

Entre os materiais liberados antes do Natal, que incluíam dezenas de milhares de páginas, estão fotografias, transcrições de entrevistas, registros de chamadas e documentos judiciais. Muitos desses arquivos já eram públicos ou apresentavam extensas censuras. Registros de voo previamente divulgados indicavam que o ex-presidente Donald Trump viajou no jato particular de Epstein nos anos 90, antes de se desentenderem. Fotografias do ex-presidente Bill Clinton também foram incluídas. Nem Trump, nem Clinton foram acusados publicamente de irregularidades relacionadas a Epstein, e ambos declararam desconhecimento sobre os abusos cometidos pelo financeiro contra menores.

O caso Epstein e o envolvimento de Ghislaine Maxwell

Jeffrey Epstein cometeu suicídio em uma cela de prisão em Nova Iorque em agosto de 2019, um mês após ser acusado federalmente de tráfico sexual. Em 2008 e 2009, Epstein já havia cumprido pena na Flórida após se declarar culpado de solicitar prostituição a menores de 18 anos. Na época, investigadores reuniram provas de abusos em sua residência em Palm Beach, mas o gabinete do procurador dos EUA concordou em não o processar por acusações estaduais menores. Em 2021, Ghislaine Maxwell, socialite britânica, foi condenada em júri federal de Nova Iorque por tráfico sexual, por ter auxiliado no recrutamento de algumas das vítimas menores de idade. Ela cumpre pena de 20 anos de prisão e nega qualquer irregularidade. Embora nenhum outro indivíduo tenha sido formalmente acusado pelos abusos, vítimas como Virginia Roberts Giuffre acusaram Epstein de arranjar encontros sexuais com figuras proeminentes, incluindo o príncipe Andrew, que negou as alegações mas resolveu um processo judicial por valor não revelado.

Fonte: pt.euronews.com

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