Gabinete de Netanyahu Reage a Anúncio Americano
O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, manifestou neste sábado (17) forte crítica à composição de um conselho executivo para a Faixa de Gaza, anunciado pelo governo do então presidente Donald Trump. Segundo o comunicado oficial, a iniciativa não foi previamente coordenada com Israel e vai de encontro à política governamental do país. O ministro das Relações Exteriores, Gideon Saar, informou que abordará a questão diretamente com o Secretário de Estado americano, Marco Rubio.
Turquia no Conselho Gera Oposição Israelense
A declaração israelense, que não detalhou os pontos específicos da composição do conselho que contrariam sua política, gerou especulações. No entanto, um dos principais focos de discórdia parece ser a inclusão do ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, no conselho. Israel tem repetidamente se oposto a qualquer tipo de envolvimento turco na administração ou em questões relativas a Gaza, evidenciando uma divergência significativa entre os dois países e os EUA.
Composição do Conselho Executivo e Plano de Transição
O conselho, apresentado pela Casa Branca na sexta-feira (16), conta com outras figuras de destaque, como Sigrid Kaag, coordenadora especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio; um bilionário cipriota-israelense; e um representante dos Emirados Árabes Unidos, país que normalizou relações com Israel em 2020. Paralelamente, os EUA anunciaram a segunda fase do plano de Trump para o fim da guerra em Gaza, que prevê a criação de uma administração palestina tecnocrata de transição no território.
Trump Presidirá o Conselho da Paz
O chamado Conselho da Paz para Gaza, que será presidido pelo próprio Donald Trump, terá a responsabilidade de supervisionar a governança temporária do território. Entre os membros nomeados para este conselho estão o Secretário de Estado americano Marco Rubio, o bilionário do setor imobiliário Steve Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump. A iniciativa busca estabelecer uma nova estrutura para a gestão de Gaza após o conflito.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br


