Louvre Lidera Nova Política Tarifária
O Museu do Louvre, um dos mais visitados do mundo, implementou uma nova política de preços que impacta diretamente visitantes de fora da União Europeia. O bilhete individual para este público agora custa 32 euros, um aumento significativo justificado pela necessidade de angariar fundos para a modernização e reconstrução do emblemático museu parisiense. Esta medida, que visa arrecadar entre 15 e 20 milhões de euros adicionais anualmente, faz parte do projeto “Louvre – Nouvelle Renaissance”.
Reações Mistas de Visitantes e Críticas Internas
As reações à nova tarifa têm sido variadas. Turistas como Kevin Flynn, da Austrália, consideram o valor “aceitável”. No entanto, outros, como Joohwan Tak, da Coreia do Sul, e Marcia Branco, do Brasil, expressaram descontentamento, classificando a medida como “injusta” e questionando a criação de uma desigualdade no acesso ao patrimônio cultural. O sindicato CGT Culture também condenou a política, argumentando que ela transforma o acesso à cultura em um “produto comercial” e gera disparidades.
Expansão da Medida para Outros Monumentos
A nova estrutura tarifária não se limita ao Louvre. O Palácio de Versalhes, o Castelo de Chambord e a Ópera Nacional de Paris (Palais Garnier) também aderiram à prática. Em Versalhes, o bilhete “Passport” para visitantes de fora da UE, Islândia, Liechtenstein e Noruega custará 35 euros na alta temporada, enquanto cidadãos e residentes desses países pagarão 32 euros. Na Sainte-Chapelle, as tarifas são de 22 euros para não residentes e 16 euros para residentes.
Contexto e Controvérsias
A decisão de aumentar os preços para não europeus surge em um contexto de crescentes custos de manutenção e segurança, intensificado após o recente roubo de joias da coroa francesa no Louvre, avaliadas em cerca de 88 milhões de euros. Críticos comparam a medida à política “America First” de Donald Trump, que também elevou preços de entrada em parques nacionais americanos para estrangeiros. Os sindicatos do Louvre veem a política como “chocante nos planos filosófico, social e humano” e temem que a necessidade de verificar a identidade dos visitantes gere complicações operacionais. As greves recentes de funcionários do Louvre, protestando por melhores salários e condições de trabalho, também se somam ao cenário de escrutínio sobre a gestão e o futuro da instituição.
Fonte: pt.euronews.com


