USP Cria Escritório para Definir Uso Ético e Responsável da Inteligência Artificial no Ensino, Pesquisa e Gestão Universitária

USP Cria Escritório para Definir Uso Ético e Responsável da Inteligência Artificial no Ensino, Pesquisa e Gestão Universitária

O Escritório de Transformação Digital e Inteligência Artificial (E-TIA) guiará a instituição na inovação tecnológica, promovendo boas práticas e alinhando excelência acadêmica com impacto social.

Diante da crescente integração das tecnologias digitais e da inteligência artificial (IA) nos diversos pilares da vida universitária – ensino, pesquisa, extensão e gestão –, a Universidade de São Paulo (USP) anunciou a criação do Escritório de Transformação Digital e Inteligência Artificial (E-TIA). Lançado no início de março, o novo órgão tem como principal objetivo fortalecer a governança institucional e estabelecer as diretrizes para um uso responsável e eficaz dessas tecnologias.

A iniciativa posiciona a USP em consonância com as melhores práticas globais, conforme destaca o coordenador do escritório, André Carlos Ponce de Leon Ferreira de Carvalho. “A criação deste escritório alinha a USP às melhores práticas nacionais e internacionais, respeitando suas especificidades acadêmicas e institucionais. O E-TIA não tem um papel operacional, de desenvolvimento de ferramentas ou financiamento, ele é responsável pela definição da política de Transformação Digital e de Inteligência Artificial na Universidade”, explica Carvalho.

Definindo Políticas e Promovendo Boas Práticas

O E-TIA atuará na definição de políticas claras, na promoção de boas práticas e no incentivo ao uso responsável da inteligência artificial, buscando sempre alinhar a inovação tecnológica com o impacto social e a excelência acadêmica. Entre suas ações propostas, o escritório realizará estudos comparativos e benchmarking com instituições de referência, além de promover ações de capacitação em competências digitais e humanas (soft skills) para toda a comunidade uspiana – docentes, servidores e estudantes.

Outras responsabilidades incluem a proposição de uma emenda-base institucional em IA e o apoio à modernização de processos acadêmicos e administrativos por meio do uso de dados, automação e IA. Para isso, o E-TIA trabalhará em estreita colaboração com outros órgãos da Universidade, como a Superintendência de Tecnologia da Informação (STI), o Escritório de Gestão de Indicadores de Desempenho Acadêmico (Egida), o Escritório de Proteção de Dados e Informações e a Escola USP de Gestão.

Princípios Norteadores e Alinhamento Estratégico

A atuação do E-TIA será guiada por um conjunto de princípios fundamentais que garantem a centralidade acadêmica da tecnologia, a ética, a transparência e a responsabilidade no uso de dados e da IA. A interdisciplinaridade, a colaboração entre as unidades, a busca por soluções escaláveis e sustentáveis, e a garantia de que a última decisão sempre pertencerá ao ser humano são pilares essenciais. Além disso, o escritório visa promover a inclusão e capacitação da comunidade e servir de referencial para iniciativas nacionais semelhantes.

A coordenadora adjunta do E-TIA, Adriana Backx Noronha Viana, informa que os primeiros meses serão dedicados à estruturação física do escritório e ao mapeamento das atividades. Ela também ressalta que o trabalho do E-TIA estará em consonância com o Referencial para o Uso e Desenvolvimento Responsáveis de Inteligência Artificial na Educação, lançado pelo Ministério da Educação (MEC) em março.

Seis Eixos para a Transformação Digital na USP

Para operacionalizar sua missão, o E-TIA se organizará em seis eixos estratégicos de atuação:

  1. Referências internacionais e posicionamento estratégico: Alinhar a USP às melhores práticas globais em transformação digital e IA para universidades.
  2. Governança institucional de IA e transformação digital: Estruturar a coordenação institucional do uso de IA e tecnologias digitais e estabelecer diretrizes institucionais para seu uso no ensino, na pesquisa e na gestão.
  3. IA no Processo de Ensino-Aprendizagem: Apoiar o ensino de IA respeitando a especificidade dos cursos e áreas do conhecimento.
  4. Soft skills, formação humana e IA: Fortalecer competências humanas essenciais em um contexto de uso crescente da IA.
  5. IA e transformação digital da gestão universitária: Apoiar o uso de dados, automação e IA na gestão da USP.
  6. Pesquisa, inovação e articulação institucional: Conectar pesquisa em IA, inovação e impacto institucional.

Fonte: jornal.usp.br

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