United Airlines descarta fusão grandiosa após proposta à American Airlines fracassar; foco agora em ativos

United Airlines descarta fusão grandiosa após proposta à American Airlines fracassar; foco agora em ativos

A United Airlines, apesar de ter sua proposta de fusão com a American Airlines rejeitada, mantém o interesse em adquirir ativos de companhias aéreas concorrentes que possam estar fragilizadas pelo aumento dos custos de combustível. No entanto, o CEO Scott Kirby declarou que uma consolidação em larga escala é considerada improvável para a empresa no momento.

Consolidação improvável, mas compra de ativos segue em pauta

Em entrevista realizada no Rio de Janeiro durante a reunião anual da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), Scott Kirby, presidente-executivo da United Airlines, afirmou que a empresa não buscará grandes acordos de consolidação após o fracasso da tentativa de fusão com a American Airlines. Em abril, Kirby revelou que a American Airlines recusou a abordagem para uma fusão, ideia que ele teria discutido previamente com o então presidente dos EUA, Donald Trump. O líder da American, Robert Isom, justificou a recusa alegando que a união seria anticompetitiva e prejudicial aos consumidores.

Fusão com American Airlines exigiria apoio da gestão

Kirby defendeu a lógica por trás da proposta de fusão com a American, acreditando que ela traria benefícios aos consumidores. Contudo, ele ressaltou que uma transação de tal magnitude e complexidade não poderia ser concretizada sem o aval da diretoria da American Airlines. Segundo o CEO da United, a oposição pública da gestão da American tornou a operação inviável, uma vez que a declaração de ser anticompetitivo inviabiliza o processo. Kirby também negou discussões com o governo Trump sobre uma ‘golden share’ em qualquer proposta de fusão.

Impacto do aumento do combustível e a força das marcas

O cenário de preços elevados de combustíveis tem pressionado as margens de lucro das companhias aéreas, acentuando a diferença entre as empresas de grande porte com marcas fortes e concorrentes menores com menor poder de precificação. A United Airlines, contudo, espera que as tarifas mais altas a posicionem para recuperar integralmente o impacto do aumento dos custos de combustível ainda este ano, demonstrando confiança na demanda, apesar do reajuste nas passagens. A demanda, segundo Kirby, permanece robusta, embora a companhia preveja um impacto eventual das tarifas elevadas.

Companhias aéreas fiéis à marca levam vantagem

Executivos do setor aéreo concordam que o choque do combustível está separando as companhias aéreas mais fortes das mais fracas. Kirby descreveu essa divisão como uma diferenciação entre empresas com fidelidade de clientes e aquelas que competem primariamente por preço. Ele rebateu críticas sobre as grandes companhias aéreas americanas estarem sufocando a concorrência, argumentando que a United e a Delta Air Lines prosperam devido a investimentos em marcas e produtos valorizados pelos viajantes. Para Kirby, o diferencial da United reside em seu lucro operacional, que permite investimentos contínuos, enquanto rivais de porte similar lutam para atingir o ponto de equilíbrio.

JetBlue e a estratégia de refinaria

Questionado sobre a possibilidade de a JetBlue Airways se tornar mais atraente para a United em caso de um processo de reestruturação financeira (Capítulo 11), Kirby considerou o cenário improvável, citando a liquidez e os ativos da JetBlue. Ele também descartou a cobertura de combustível como uma solução estrutural para a volatilidade dos custos, classificando-a como ineficaz a longo prazo. Embora reconheça os benefícios da refinaria da Delta em meio ao ambiente atual, Kirby afirmou que a United não tem interesse em replicar o modelo de sua rival e adquirir uma refinaria.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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