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"title": "Unidade de Emergência do HC de Ribeirão Preto Alcança Status Diamante: Reconhecimento Mundial pela Excelência no Atendimento a Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC)",
"subtitle": "A certificação WSO Angels Awards 2025 consagra o hospital da USP como um dos poucos centros de alta performance no Brasil, destacando agilidade e protocolos rigorosos no cuidado ao AVC.",
"content_html": "<h1>Unidade de Emergência do HC de Ribeirão Preto Alcança Status Diamante: Reconhecimento Mundial pela Excelência no Atendimento a Acidentes Vasculares Cerebrais (AVC)</h1><h2>A certificação WSO Angels Awards 2025 consagra o hospital da USP como um dos poucos centros de alta performance no Brasil, destacando agilidade e protocolos rigorosos no cuidado ao AVC.</h2><p>A Unidade de Emergência do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (UE-HCFMRP) da USP conquistou o WSO Angels Awards 2025 Status Diamante, o mais alto reconhecimento internacional para hospitais que se destacam na excelência do atendimento a pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC). Concedido pela iniciativa Angels em parceria com a World Stroke Organization e a Boehringer Ingelheim, o prêmio posiciona o HCFMRP entre um seleto grupo de centros de alta performance no País.</p><h3>O que significa o Status Diamante</h3><p>Esta conquista representa o ápice de uma trajetória de aprimoramento contínuo para o hospital, que já havia recebido os selos Platinum em 2020 e Gold em 2021, 2023 e 2024. Para alcançar a cobiçada categoria Diamante, a unidade precisou demonstrar o cumprimento de indicadores de qualidade extremamente rigorosos. Entre os critérios avaliados estão a agilidade no atendimento inicial, a rapidez na realização de exames de imagem e a estrita adesão a protocolos assistenciais.</p><p>Dentre os indicadores cruciais, destacam-se o “tempo porta-agulha” — que mede o intervalo entre a chegada do paciente e o início da medicação trombolítica —, a execução imediata de exames de imagem e o tempo para procedimentos de alta complexidade como a trombectomia mecânica, que deve ser realizada em até aproximadamente duas horas nos casos indicados. “Essa é a premiação máxima da iniciativa Angels. Ela reconhece o nosso hospital como referência no atendimento ao paciente com AVC, de acordo com todos os tempos e metas assistenciais exigidos internacionalmente”, afirma o neurologista e professor da FMRP Octávio Pontes Neto, chefe do Serviço de Neurologia Vascular e Emergências Neurológicas do HCFMRP e coordenador da Rede Nacional de Pesquisa em AVC.</p><h3>Atendimento Multiprofissional Integrado</h3><p>O sucesso na obtenção do Status Diamante é fruto de um esforço coletivo e integrado de múltiplas equipes. O professor Pontes Neto destaca o envolvimento de profissionais "desde o acolhimento do paciente, passando pelo Núcleo Interno de Regulação, sala de urgência, Unidade AVC, enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, farmácia, psicologia, assistência social e neurologia". Cerca de 20 a 25 profissionais atuam diariamente de forma direta, contando com uma ampla rede de suporte multiprofissional.</p><p>A enfermeira e educadora Engels Karla Leal Trevisan reforça a importância da articulação contínua: “O trabalho não é constituído por uma equipe só, nem por um profissional só. Existem vários profissionais envolvidos, desde o atendimento pré-hospitalar até a saída desse paciente.” Millene Rodrigues, coordenadora da Unidade de AVC, enfatiza que o cuidado se estende para além da fase aguda: “Nosso atendimento é focado na estabilização do quadro e na investigação da causa do evento. O paciente já sai daqui com a profilaxia mais adequada e continua acompanhado no ambulatório e na reabilitação durante o primeiro ano após o AVC.” Após a alta, os pacientes recebem acompanhamento especializado e acesso a programas de reabilitação multidisciplinar, incluindo fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e suporte psicológico.</p><h3>Dados que Transformam Cuidado e Salvam Vidas</h3><p>A excelência do serviço é sustentada também pela coleta e análise de dados assistenciais. A fisioterapeuta Priscilla Queiroz de Lima, que atua na coordenação de pesquisas, explica que a certificação internacional exige o registro sistemático dos atendimentos em uma plataforma global. Esse processo permite uma auditoria contínua dos indicadores e a comparação com padrões internacionais, subsidiando a melhoria constante do serviço. “Quando os dados são coletados com qualidade, conseguimos enxergar onde estamos acertando e onde precisamos avançar. Esse monitoramento é essencial para reduzir tempos de atendimento e garantir melhores resultados para os pacientes”, afirma Priscilla, que completa: “Cada indicador analisado representa uma oportunidade de aperfeiçoar processos e salvar vidas.”</p><p>A Unidade de Emergência do HC atende pacientes de 26 municípios da Diretoria Regional de Saúde de Ribeirão Preto, registrando um volume crescente de casos que reforça a demanda regional por um serviço especializado de alta complexidade. A unidade atende, em média, cerca de 12 pacientes por semana. Desses, aproximadamente 35% têm indicação para terapias de recanalização, como trombólise ou trombectomia. Enquanto no Brasil apenas cerca de 5% dos pacientes com AVC recebem trombólise, na região atendida pelo HCFMRP esse índice alcança entre 18% e 20%, podendo chegar a 35% ou 40% nos casos tratados diretamente na Unidade de Emergência. “Esse resultado está diretamente associado à organização do fluxo assistencial e à capacitação das equipes”, enfatiza Pontes Neto.</p><h3>Pioneirismo em Terapias de Alta Complexidade</h3><p>Um dos grandes diferenciais do HCFMRP é a trombectomia mecânica, um procedimento de alta complexidade indicado para parte dos casos graves de AVC isquêmico. O hospital é referência regional e o único serviço na região a oferecer essa intervenção de forma contínua, disponível em poucos centros do País. “Em torno de 25% a 30% dos pacientes precisam desse segundo tratamento, que funciona como um cateterismo para retirar o trombo do vaso cerebral. Sem isso, muitos ficariam com sequelas maiores”, explica Pontes Neto. O HCFMRP foi pioneiro no País na oferta de trombectomia mecânica 24 horas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), implantada em 2011, e realiza trombólise desde 2001.</p><p>Para Luis Donizeti da Silva Stracieri, coordenador da Unidade de Emergência, o prêmio “confirma a vocação pública e universitária do hospital. É muito gratificante saber que trabalhamos em um hospital que possui um serviço de excelência. Esse resultado mostra a força do trabalho multiprofissional e do compromisso diário das equipes.” Com o Diamond Status, o HCFMRP integra um grupo seleto de hospitais brasileiros reconhecidos internacionalmente pela excelência no cuidado ao AVC, reforçando seu papel vital na saúde pública e na pesquisa médica.</p>"
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Fonte: jornal.usp.br
