Ultimate Frisbee Ganha Força na USP Ribeirão: Treinos Abertos e Inclusão Social Transformam o Esporte sem Arbitragem em Pilar de Valores para a Comunidade

O Ultimate Frisbee, um esporte que se destaca por sua dinâmica sem arbitragem e forte apelo ao “espírito de jogo”, tem conquistado cada vez mais espaço no Brasil e, em Ribeirão Preto, floresce no campus da Universidade de São Paulo (USP). No Centro de Educação Física, Esportes e Recreação (Cefer) da USP Ribeirão, o time Rayas Ultimate Frisbee, sob a liderança do treinador Oscar Maurício Hernandez Leon, tem promovido a modalidade com treinos abertos e um foco notável na inclusão e nos valores coletivos.

A iniciativa vai além da simples prática esportiva, buscando integrar formação, convivência e princípios como respeito, honestidade e fair play, que são pilares fundamentais do Ultimate Frisbee. A consolidação do esporte na universidade reflete um movimento crescente de atividades que enriquecem a experiência acadêmica e comunitária.

O Que é o Ultimate Frisbee?

Jogado com um disco, o Ultimate Frisbee opõe duas equipes que buscam marcar pontos recebendo o passe na zona de anotação adversária. A particularidade da modalidade reside no fato de que os jogadores não podem correr com o disco, exigindo passes rápidos, movimentação constante e um trabalho coletivo intenso. Contudo, o que realmente distingue o Ultimate é sua condução: “Não há arbitragem. O próprio jogo é conduzido pelos atletas, com base no espírito de jogo, o que valoriza o respeito, a honestidade e o fair play”, explica Oscar Leon. Essa filosofia intrínseca ao esporte promove um ambiente de confiança e responsabilidade mútua.

Origem e Expansão na USP

A criação do Rayas Ultimate Frisbee está profundamente ligada às experiências de seus fundadores com o esporte em outros países, onde o Ultimate já possui maior estrutura e tradição. Essa bagagem motivou a proposta de desenvolver a modalidade de forma mais estruturada e acessível em Ribeirão Preto, com a USP servindo como um espaço vital de apoio e expansão. “O Rayas surgiu da vontade de desenvolver o Ultimate de forma mais estruturada e acessível, criando um espaço de treinamento, evolução técnica e integração de pessoas”, afirma Leon. O objetivo é fortalecer a presença do esporte na região, formando novos atletas e consolidando uma cultura esportiva baseada em valores coletivos.

Impacto Social e Cenário Competitivo

Além da formação e integração, o Rayas também se destaca no cenário competitivo. A equipe tem participação confirmada em um campeonato nacional em Uberlândia, MG, em junho, o que sublinha o crescimento da modalidade e a inserção do grupo em competições de alto nível. Mais do que isso, o projeto possui um significativo impacto social. Em parceria com a Associação dos Jogadores de Esportes com Disco, o time desenvolve ações educativas e atividades de inclusão, como oficinas em escolas e iniciativas de formação de novos praticantes. “A principal contribuição é oferecer uma alternativa esportiva inclusiva e acessível, que promova não só atividade física, mas também valores como respeito, responsabilidade e cooperação”, destaca o treinador. Essa abordagem tem sido fundamental para o crescimento do grupo, especialmente no ambiente universitário, atraindo muitos atletas através dessas ações.

Treinos Abertos e Como Participar

Os interessados em experimentar o Ultimate Frisbee ou se juntar ao time Rayas podem participar dos treinos abertos realizados no Cefer, no campus da USP Ribeirão Preto. As sessões ocorrem duas vezes por semana: às quintas-feiras, a partir das 18h, e aos sábados, a partir das 16h. Pessoas a partir dos 14 anos são bem-vindas, independentemente de terem experiência prévia com o esporte. Para mais informações e contato com os organizadores, os interessados devem procurar o perfil da equipe no Instagram. A proposta do Rayas busca equilibrar a evolução técnica e a competição de alto nível com a manutenção de valores essenciais como respeito, inclusão e desenvolvimento coletivo, construindo uma cultura forte e acolhedora dentro da equipe.

Fonte: jornal.usp.br

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