Emergência Humanitária e Sanitária Após Sismos
A Venezuela enfrenta uma grave crise humanitária e sanitária após os terremotos de 24 de junho, que deixaram pelo menos 2.295 mortos e mais de 11.000 feridos. Milhares de sobreviventes vivem em abrigos superlotados, com acesso limitado à água potável, cenário que preocupa organizações humanitárias quanto ao risco de proliferação de doenças. O balanço oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros português confirma a morte de 79 portugueses e lusodescendentes, com 64 ainda desaparecidos.
Comunidade Portuguesa Afetada
Entre as vítimas portuguesas, 69 possuíam também nacionalidade venezuelana. O número inclui 14 crianças e 65 adultos. A tragédia evidencia a fragilidade da infraestrutura e a escassez crônica de médicos no país, agravada pela crise econômica e pela emigração de profissionais de saúde.
Risco de Surtos e Desafios Logísticos
Médicos alertam para o risco iminente de infecções entre os pacientes e a população exposta às condições precárias. A porta-voz da agência humanitária da ONU para a América Latina e Caribe, Veronique Durroux, destacou a preocupação com doenças transmitidas por vetores devido ao calor e à gestão inadequada de resíduos e escombros. A destruição de infraestruturas essenciais dificulta o acesso e a distribuição de ajuda.
Apoio Internacional e Esforços de Resgate
Em resposta à catástrofe, cerca de 900 militares norte-americanos foram destacados para auxiliar nas operações de socorro e salvamento. As forças armadas dos EUA já repararam uma pista de aeroporto crucial para a chegada de ajuda humanitária e posicionaram meios navais para receber sobreviventes. A administração Trump prometeu 300 milhões de dólares em ajuda, canalizada através de organizações humanitárias e da ONU. Mais de 50 equipes internacionais, incluindo de países sem relações diplomáticas com a Venezuela, chegaram para reforçar as buscas. Apesar da diminuição das esperanças, equipes de resgate continuam a localizar sobreviventes, como uma criança resgatada viva após seis dias sob os escombros.
Fonte: pt.euronews.com
