Adeus aos Palcos, Olá à Liberdade
Sona, uma imponente felina branca que por 16 anos foi a estrela principal de um circo em Portugal, iniciou um novo capítulo em sua vida. Com seus três metros de comprimento, ela era a última representante dos animais selvagens em circos no país. Sua mudança para um santuário especializado em grandes felinos na Espanha marca o fim de uma era, impulsionada pela aprovação da lei que proíbe o uso de animais selvagens em espetáculos circenses.
Uma Vida de Truques e Confinamento
Desde os três meses de idade, Sona era submetida a apresentações, participando de truques de magia e sendo a principal atração. Fora dos holofotes, seu cotidiano resumia-se a um reboque de caminhão com uma pequena jaula externa. A Fundação AAP (Animal Advocacy and Protection) revelou que a felina era explorada desde muito jovem, vivendo uma existência restrita e longe de seu habitat natural.
O Caminho para um Santuário
Após a lei que bane animais selvagens em circos entrar em vigor em fevereiro de 2019, os circos tiveram um prazo de seis anos para se adaptar. Com o fim do período de adaptação se aproximando, os responsáveis por Sona entraram em contato com a Pangea Trust, organização que acompanhava a situação da felina desde 2018. A transferência para o santuário em Villena, Alicante, Espanha, foi organizada em colaboração entre a Fundação AAP e a Pangea Trust, ocorrendo há duas semanas.
Uma Tendência Global por Ética Animal
A jornada de Sona para um santuário reflete uma tendência global crescente contra a exploração de animais selvagens em espetáculos. A luta oficial contra essa prática em Portugal começou em 2009, e desde então, animais têm sido realocados para santuários em países como Espanha, Países Baixos e Alemanha. A decisão de Sona marca um passo significativo para o desaparecimento total de animais selvagens dos circos em Portugal, alinhando o país com preocupações éticas e científicas cada vez mais presentes na Europa.
Fonte: pt.euronews.com
