Romênia Apoia Dívida Comum da UE e União a Duas Velocidades para Impulsionar Economia

União Europeia em Busca de Novas Estratégias Econômicas

Em meio a discussões sobre o relançamento da economia europeia, o ministro romeno Aleksandru Nazare expressou apoio a medidas significativas, incluindo a emissão de dívida comum da UE (euro-obrigações) e a adoção de uma união a duas velocidades. Essas propostas visam acelerar a integração e o investimento em setores estratégicos do bloco.

Euro-Obrigações e ‘Made in Europe’: Pilares para o Crescimento

Nazare defendeu as euro-obrigações, um instrumento já utilizado no âmbito do NextGenerationEU, como fundamental para financiar áreas cruciais como inteligência artificial, tecnologias verdes e defesa. Além disso, o ministro endossou a estratégia “Made in Europe”, proposta pela França, que visa fortalecer a autonomia estratégica europeia através de requisitos de conteúdo local em bens produzidos na região. Segundo Nazare, essas iniciativas reforçam a ideia de um bloco europeu forte e autossuficiente.

Apoio ao ‘Clube E6’ e Preocupações com Países Menores

O ministro romeno também comentou sobre o recém-formado “clube E6”, composto por Alemanha, França, Itália, Espanha, Países Baixos e Polônia, que se reúne para discutir a integração dos mercados de capitais. Embora reconheça os receios de que os interesses de países menores possam ser marginalizados, Nazare acredita que o grupo tem como objetivo resolver questões críticas e que, se bem-sucedido, será benéfico para toda a Europa. Ele mencionou ter discutido o tema com seus homólogos francês e alemão, com a expectativa de que ninguém seja deixado para trás.

Romênia Luta Contra Déficit Elevado e Busca Adesão ao Euro

Abordando a situação econômica da Romênia, Nazare admitiu o elevado déficit orçamental do país, mas destacou a melhora recente e a superação das metas de déficit para 2025. Ele enfatizou a necessidade de sair do procedimento por déficit excessivo da UE, no qual a Romênia se encontra há anos, como um passo crucial para a restauração da disciplina orçamental e, fundamentalmente, para avançar na adesão à zona do euro. A meta é sair desse procedimento até 2029 ou 2030, garantindo assim a credibilidade econômica necessária para a adoção da moeda única europeia.

Fonte: pt.euronews.com

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