“Revista USP” questiona os tempos e os espaços da educação

“`json
{
"title": "Revista USP 149 Mergulha em 'Tempos e Espaços de Formação': Desafios e Inovações na Educação, de Lévi-Strauss a Lélia Gonzalez",
"subtitle": "Nova edição da publicação trimestral da USP, associada à Faculdade de Educação, lança dossiê que reflete sobre os elementos estruturais da formação de estudantes e educadores, estendendo o debate para além dos muros escolares.",
"content_html": "<p>A edição número 149 da Revista USP, já disponível gratuitamente no Portal de Revistas USP, convida à reflexão profunda sobre a essência da educação. Com um dossiê intitulado “Tempos e Espaços de Formação”, a publicação trimestral da Superintendência de Comunicação Social (SCS) da USP, em parceria com a Faculdade de Educação (FEUSP), questiona as tradições, permanências e inovações que moldam o desenvolvimento profissional e pessoal de educadores, intelectuais e estudantes.</p>nn<h3>O Dossiê "Tempos e Espaços de Formação"</h3>n<p>Organizado pelos professores Katiene Nogueira da Silva e Roni Cleber Dias de Menezes, ambos da Faculdade de Educação da USP, o dossiê reúne seis artigos que, segundo eles, buscam mapear e questionar os tempos e espaços da formação humana. O jornalista Jurandir Renovato, editor da revista, destaca no editorial que o resultado é um conjunto de textos que dialoga com inúmeras possibilidades de ensino, “estendendo a experiência formativa para além dos muros e das horas escolares”.</p>nn<h3>Reflexões sobre Releitura, História e Pedagogia</h3>n<p>O dossiê é inaugurado com a professora Denice Barbara Catani (FEUSP) e seu artigo “Reler: Transitar entre Tempos e Obras”. Inspirada em Émile Faguet e Laure Murat, Catani argumenta que a releitura é um ato de resistência em tempos acelerados, aprofundando a compreensão e sustentando a atenção e a memória. Em seguida, Katiene Nogueira da Silva e José Cláudio Sooma Silva (UFRJ) exploram os relatos do antropólogo belga Claude Lévi-Strauss para analisar os tempos e espaços de formação da USP em seus primeiros anos, especialmente na então Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL), destacando as turmas pequenas e o ensino não fragmentado.</p>n<p>Ana Laura Godinho Lima e Roni Cleber Dias de Menezes (FEUSP) examinam as obras pedagógicas do sociólogo cubano Emilio Mira y López e do educador espanhol Lorenzo Luzuriaga em “A Viagem e a Escrita como Experiências do Tempo”. Os autores estabelecem paralelos entre os discursos da psicologia do desenvolvimento e da história da educação, focando em como a concepção de tempo da modernidade e as viagens à América afetaram a escrita desses autores exilados.</p>nn<h3>A Reinvenção da Escola e o Papel das Línguas</h3>n<p>As professoras Rita de Cassia Gallego, Vivian Batista da Silva e Patrícia Aparecida do Amparo, também da Faculdade de Educação da USP, provocam o leitor com a questão: seria possível reinventar os tradicionais tempos e espaços da escola? Elas argumentam que os tempos e espaços não são neutros, educando por meio das possibilidades abertas por suas configurações. Complementando essa discussão, o artigo da professora María de los Ángeles Herrero, da Universidade de Alicante (Espanha), aborda a importância das línguas no espaço escolar. Ela enfatiza a reflexão metalinguística como ferramenta essencial para a formação de futuros professores, tornando visíveis as diferentes línguas que convivem na escola plural de hoje.</p>nn<h3>Outras Perspectivas: Autoajuda Pedagógica, Arte e Literatura</h3>n<p>O dossiê também inclui um artigo das professoras Juliana de Souza Silva (FEUSP) e Renata Marcílio Cândido (Unifesp) sobre livros de autoajuda pedagógica. Analisando obras de Augusto Cury e Gabriel Chalita, elas destacam a valorização das dimensões pessoais dos professores em detrimento da formação teórica, corroborada por depoimentos de educadoras.</p>n<p>Além do dossiê, a Revista USP 149 oferece as seções “Textos”, “Arte” e “Livros”. A seção “Textos” apresenta um ensaio inédito de Yuho Hisayama sobre a poesia de Goethe e o haicai de Bashô, considerações de Élide Valarini Oliver sobre a crônica “Brasília” de Clarice Lispector, e uma análise de Marcos Lopes sobre os poemas de Sophia de Mello Breyner Andresen.</p>n<p>Na seção “Arte”, Alecsandra Matias de Oliveira publica “Me Gritaron Negra: a Reviravolta da Arte Afro-Latina”. O artigo, que faz referência a um poema-manifesto de Victoria Santa Cruz, critica a concepção colonialista da “identidade latino-americana” e destaca a atuação de mulheres negras artistas, como a brasileira Rosana Paulino e a colombiana Doris Salcedo, como resistência e questionamento. A professora mineira Lélia Gonzalez (1935-1994), cofundadora do Movimento Negro Unificado, é citada como uma figura relevante nesse contexto.</p>n<p>Por fim, a seção “Livros” traz um artigo de Fernando Breda sobre o ensaio “Pauliceia Bandeirante ou A Fabricação do Pré-Modernismo”, de Jean Pierre Chauvin, que propõe um olhar sobre o objeto literário menos focado em periodizações e mais no lugar social da instituição literatura em um país de não leitores.</p>n<p>A edição completa da Revista USP, número 149, com 180 páginas, está disponível gratuitamente para acesso no Portal de Revistas USP.</p>"
}
“`

Fonte: jornal.usp.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *