Orquestra Sinfônica da USP Realiza Concerto Gratuito ‘Poéticas do Invisível’ com Cláudia Feres e Obras de Ravel, Dvořák e Catanzaro

Orquestra Sinfônica da USP Realiza Concerto Gratuito ‘Poéticas do Invisível’ com Cláudia Feres e Obras de Ravel, Dvořák e Catanzaro

Apresentação da Osusp, parte da série ‘Esculpir o Tempo’, explora a poesia sem palavras e o poder dos sons não percebidos, com ingressos solidários para o Centro Cultural Camargo Guarnieri.

A Orquestra Sinfônica da USP (Osusp) convida o público para uma imersão sonora no concerto “Poéticas do Invisível”, que acontece neste sábado (27) no Centro Cultural Camargo Guarnieri. Sob a regência da maestrina convidada Cláudia Feres, a apresentação propõe desvendar como a poesia se manifesta na música orquestral, mesmo sem o uso de palavras. A entrada é gratuita e solidária, com sugestão de doação de um quilo de alimento não perecível ou agasalhos, e os ingressos podem ser reservados online.

A Maestrina e a Proposta Artística

O concerto faz parte da aclamada série “Esculpir o Tempo”, que traz maestros e solistas de destaque nacional e internacional para se apresentarem com a Osusp. Cláudia Feres, mestre em Composição pela Northwestern University (EUA), possui um currículo notável, tendo regido orquestras como a Sinfônica da Universidade de Londrina e a Jovem de Heliópolis. Além da maestrina, o espetáculo contará com a performance dos solistas da própria Osusp, Horácio Gouveia no piano e Tiago Garcia no clarinete, prometendo uma experiência musical rica e envolvente.

Uma Viagem Sonora pelo Invisível

O programa inicia com a obra “In response to the unheard music hidden in the shrubbery”, da compositora brasileira Tatiana Catanzaro. Inspirada no poema “Burnt Norton” do inglês Thomas Eliot, a peça evoca o canto inaudível de um pássaro escondido, ressaltando a capacidade da música de trazer à tona sons e sensações que não são facilmente percebidos. Cláudia Feres destaca que, tecnicamente, a composição explora “o movimento das revoadas de pássaros” através de “muitos timbres e efeitos contemporâneos nos instrumentos”.

A jornada musical prossegue com o “Concerto para Piano em Sol maior”, do renomado compositor francês Maurice Ravel, uma obra que combina lirismo e virtuosismo, antes de culminar na imponente “Sinfonia nº 7”, do tcheco Antonín Dvořák.

Dvořák e a Expressão de Sentimentos Profundos

Para a maestrina Feres, a poética dos sons inaudíveis, apresentada inicialmente, se transforma em tragédia na última peça escolhida. Composta em 1885, a Sinfonia nº 7 de Dvořák reflete um período de luto pessoal do compositor pela perda de sua mãe, somado aos conflitos políticos da época, quando a Chéquia (então Reino da Boêmia) buscava sua emancipação do Império Austro-Húngaro. “É possível descobrir muita coisa no invisível, no que não vemos mas escutamos”, explica Feres, conectando a obra ao tema central do concerto.

A regente conclui, entusiasmada, que o público pode esperar “um programa com bastante diversidade de sons, muito brilhante, muito cativante” e que “nos toca muito”.

Serviço: Como Participar

  • Data: 27 de junho (sábado)
  • Horário: 16h (ingressos reservados até 15h50)
  • Local: Centro Cultural Camargo Guarnieri
  • Entrada: Gratuita e solidária, com reserva de ingressos pelo link: https://appticket.com.br/concerto-osusp-esculpir-o-tempo-6
  • Doação Sugerida: Um quilo de alimento não perecível, agasalhos em boas condições ou cobertores.

Fonte: jornal.usp.br

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