Lula se reúne com presidente da Suíça em Genebra a caminho da cúpula do G7 na França

Encontro Bilateral em Genebra

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) iniciou sua agenda na Europa com um encontro bilateral com o presidente da Suíça em Genebra, nesta segunda-feira (15). A reunião ocorreu antes de sua participação na cúpula do G7, na França, para a qual o Brasil foi convidado como país não membro.

Participação na Cúpula do G7

A cúpula do G7, que reúne as principais economias desenvolvidas do mundo (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), acontecerá entre os dias 15 e 17 de junho, na cidade francesa de Évian-les-Bains. O evento contará com a presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Embora não haja previsão de um encontro bilateral entre Lula e Trump, o Palácio do Planalto informou que não há motivação para solicitar uma nova reunião, considerando o recente encontro entre os dois líderes na Casa Branca.

Pautas e Discursos de Lula

Na cúpula, os líderes discutirão temas cruciais como as guerras no Oriente Médio e na Ucrânia, os desequilíbrios econômicos globais e o fornecimento de minerais críticos, buscando alternativas à China. Lula pretende criticar discursos protecionistas e medidas unilaterais, sem citar diretamente as tarifas impostas pelos Estados Unidos, mas enviando recados sobre a importância do multilateralismo em fóruns internacionais. O presidente brasileiro também reforçará a necessidade de maior espaço para países emergentes nos debates globais, uma ideia central em suas participações em cúpulas do G20 e dos Brics.

Agenda e Acordos Comerciais

O Brasil participará de sessões abertas aos convidados, com discussões sobre parcerias internacionais, crescimento econômico equilibrado e a atuação das big techs. Estão confirmados encontros bilaterais de Lula com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e com o presidente da França, Emmanuel Macron. Na reunião com a líder japonesa, o foco será a negociação de um acordo de livre comércio entre o Mercosul e o Japão, com a possibilidade de lançamento formal das negociações durante o G7 ou na cúpula sul-americana no Paraguai. O governo brasileiro avalia que as tarifas impostas pelos EUA têm incentivado a busca por parceiros comerciais alternativos, impulsionando acordos como este para o Mercosul.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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