Jaques Wagner busca sobrevida na liderança do governo de olho nas eleições e resiste a troca após investigação da PF

Investigação da PF coloca liderança de Jaques Wagner no Senado em xeque

O senador Jaques Wagner (PT-BA) se encontra em uma posição delicada após a Polícia Federal deflagrar uma investigação que o atingiu diretamente. O cargo de líder do governo no Senado, que ele ocupa, passou a ser visto como instável, com especulações sobre uma possível substituição ganhando força. No entanto, o congressista demonstra resistência à mudança, visando também sua reeleição nas eleições deste ano.

Disputa eleitoral e estratégia política do PT na Bahia

As pesquisas de intenção de voto na Bahia indicam que Jaques Wagner está em forte disputa pela reeleição, dividindo a liderança com o correligionário Rui Costa. A eleição deste ano, com a escolha de dois senadores por estado, aumenta a competitividade para o petista. Parte da cúpula do PT avalia que uma troca abrupta na liderança do Senado poderia prejudicar a candidatura de Wagner e enfraquecer o poder de fogo do partido no estado, que também terá o governador Jerônimo Rodrigues buscando a reeleição.

Divergências internas no PT e avaliação de Lula

Apesar da pressão, o próprio senador Jaques Wagner afirmou que não pedirá para deixar o cargo e que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tocou no assunto em uma conversa recente. Contudo, existem divergências dentro do PT. Uma ala defende que a saída de Wagner da liderança poderia diminuir as críticas da oposição e poupar o senador e o presidente, uma vez que o objetivo das investigações seria atingir o Planalto. Essa mesma ala minimiza o impacto das revelações nas eleições baianas, argumentando que opositores locais já foram associados a outros escândalos.

Lula avalia desgaste e aguarda conversa com senador

No Palácio do Planalto, uma parte da equipe governista avalia que a operação contra Jaques Wagner prejudica a imagem do governo e defende a substituição. Contudo, a avaliação predominante é que Lula só tomará uma decisão após uma conversa pessoal com o senador. Embora tenham conversado por telefone logo após a operação, o presidente prefere deliberar o assunto presencialmente. Questionado sobre a permanência de Wagner na liderança, Lula acenou com um “joia” sem responder diretamente, indicando que o assunto ainda está em análise. A operação da PF, que incluiu busca e apreensão em endereços ligados a Jaques Wagner e familiares, o aponta como suspeito de receber vantagens indevidas do Banco Master, o que o senador nega veementemente em nota oficial.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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