Ameaça de Resposta Militar
O Irã ameaçou retaliar os Estados Unidos após forças americanas atacarem e apreenderem um navio cargueiro de bandeira iraniana, o TOUSKA, no Golfo de Omã, neste domingo (19). A ação, divulgada pelo presidente americano Donald Trump, ocorreu após a embarcação supostamente tentar furar um bloqueio naval dos EUA. Trump afirmou que o navio, com cerca de 275 metros de comprimento, não obedeceu às ordens de parada do destróier USS SPRUANCE, levando à intervenção militar.
Versão Americana e Confirmação do CENTCOM
Segundo Donald Trump, a tripulação iraniana recusou-se a parar, resultando na detenção do navio e na abertura de um buraco em sua casa de máquinas. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) confirmou a operação, declarando que a embarcação ignorou avisos por cerca de seis horas antes de ter sua propulsão desativada por disparos direcionados à casa de máquinas. O CENTCOM também informou que 25 navios comerciais foram impedidos de acessar portos iranianos desde o início do bloqueio.
Acusações Iranianas e Tensão Regional
O principal comando militar do Irã, Khatam al-Anbiya, acusou os EUA de violarem o cessar-fogo vigente e classificou a ação como “pirataria armada”. Um porta-voz declarou que as Forças Armadas iranianas “responderão em breve e retaliarão”. Anteriormente, o embaixador iraniano no Paquistão, Reza Amiri Moghadam, já havia criticado o bloqueio naval, acusando Washington de violar o direito internacional e de intensificar as tensões na área.
Estreito de Ormuz em Risco
A apreensão do navio ocorre em um momento de crescente instabilidade no tráfego marítimo do Estreito de Ormuz. No último sábado (18), lanchas iranianas dispararam contra um navio-tanque, e outra embarcação foi atingida por um projétil não identificado. A plataforma Marine Traffic registrou a saída de diversas embarcações da região em busca de rotas mais seguras. A Guarda Revolucionária Islâmica reiterou a possibilidade de bloquear o estreito, alertando que qualquer navio que se aproxime pode ser considerado colaborador de forças inimigas.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
