Irã alerta EUA e Israel: ‘Portas do Inferno se abrirão’ se ataques continuarem

Ameaças de Retaliação em Massa

Oficiais militares iranianos emitiram um severo aviso aos Estados Unidos e Israel neste sábado, declarando que ambos os países enfrentarão o castigo do “inferno” caso o conflito se expanda. As declarações ecoam uma ameaça anterior do presidente americano, Donald Trump, que prometeu liberar “todo o inferno” sobre o Irã se o país não chegasse a um acordo para reabrir o Estreito de Ormuz até segunda-feira (6).

O general de brigada Ali Abdollahi Aliabadi, comandante do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya em Teerã, alertou que “as portas do inferno serão abertas sobre vocês” se a infraestrutura iraniana continuar sendo alvo de ataques. A agência de notícias Mehr, patrocinada pelo governo, reportou as palavras de Aliabadi neste sábado.

Região como “Inferno” para Inimigos

Complementando o aviso, Ebrahim Zolfaghari, porta-voz do quartel-general central, declarou: “Não se esqueçam: se as hostilidades se expandirem, toda a região se tornará um inferno para vocês. A ilusão de derrotar a República Islâmica do Irã se transformou em um pântano que os engolirá”. O Quartel-General Central Khatam al-Anbiya é a unidade operacional das forças armadas do Irã.

Ataque a Planta Petroquímica e Impacto na Produção

As tensões aumentaram após ataques reivindicados por Israel a uma usina petroquímica iraniana em Mahshahr, no sudoeste do país, neste sábado. Imagens de redes sociais, geolocalizadas, mostraram uma densa coluna de fumaça sobre a instalação. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, confirmou a ação, afirmando que as forças israelenses destruíram 70% da produção de aço do Irã, matéria-prima essencial para a fabricação de armamentos.

De acordo com a mídia iraniana, os bombardeios deixaram pelo menos cinco feridos e causaram um incêndio, que já foi extinto. O incidente eleva a gravidade do conflito e a possibilidade de uma resposta mais contundente por parte do Irã, intensificando a incerteza regional sobre os planos dos EUA e o futuro do trânsito pelo estratégico Estreito de Ormuz.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br

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