Tensão no Estreito de Ormuz
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, declarou nesta terça-feira (5) que a segurança da navegação e o trânsito de energia na região foram comprometidos pelos Estados Unidos e seus aliados. Segundo Ghalibaf, as ações americanas, incluindo a violação do cessar-fogo e a imposição de um bloqueio, ameaçam a estabilidade da importante rota marítima.
Em uma publicação na rede social X, Ghalibaf afirmou que uma “nova equação” está se consolidando no Estreito de Ormuz, e que o controle sobre a segurança da navegação e do trânsito de energia caiu nas mãos dos EUA e seus parceiros. Ele acrescentou que, apesar das ações americanas, o “mal deles será minimizado” e que o Irã “ainda nem começou”.
Incidente e Operações Militares
A declaração de Ghalibaf surge em meio a relatos da mídia iraniana, citando fontes militares, de que os Estados Unidos alvejaram duas embarcações civis em direção ao Irã, resultando na morte de cinco civis. Paralelamente, um incêndio atingiu várias embarcações comerciais em um porto no sul do Irã.
Na segunda-feira (4), o presidente americano Donald Trump anunciou que os EUA derrubaram sete embarcações iranianas após um ataque a navios no Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos também implementaram o “Projeto Liberdade”, uma iniciativa para apoiar a livre navegação na passagem, com forte presença militar.
Estreito de Ormuz: Uma Via Crítica
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais importantes do mundo, por onde transita cerca de um quinto do petróleo e gás global. Desde o início da guerra entre EUA e Irã em 28 de fevereiro, Teerã tem restringido a passagem, exigindo controle iraniano e o pagamento de taxas. O anúncio de um bloqueio americano levou a ameaças de retaliação por parte do Irã.
Atualmente, um cessar-fogo de duas semanas está em vigor na região, com a suspensão da campanha de bombardeios entre EUA, Israel e Teerã. No entanto, as recentes declarações e incidentes indicam que a tensão na estratégica via marítima permanece elevada.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br
