EUA e UE: Interdependência em ‘Guerra Fria Espacial’ se intensifica com ameaças russas e avanços chineses

Ucrânia e SpaceX fortalecem laços contra Rússia

A colaboração entre a Ucrânia e a SpaceX, de Elon Musk, para impedir o uso de terminais Starlink pelas forças russas tem gerado forte reação de propagandistas russos. O ministro ucraniano agradeceu publicamente a Musk e à SpaceX pela cooperação, que visa garantir que os equipamentos não caiam em mãos inimigas.

Propaganda russa mira tecnologia americana

Em resposta, o propagandista russo Vladimir Solovyov criticou duramente a parceria, afirmando que tudo o que Elon Musk e a Palantir Technologies desenvolvem serve ao esforço de guerra contra a Rússia. Solovyov chegou a questionar por que os satélites da SpaceX não são alvos legítimos e sugeriu a possibilidade de uma “detonação nuclear” no espaço para resolver o problema, embora outros participantes de seu programa tenham alertado sobre os riscos para os próprios meios russos.

Europa vulnerável a ameaças espaciais

Apesar das ameaças russas, a Europa enfrenta sua própria vulnerabilidade no espaço. Relatos indicam que uma nave espacial russa interceptou comunicações de satélites europeus, tornando seus dados vulneráveis e permitindo um controle na prática. O Financial Times destacou que os dados de comando desses satélites não estavam encriptados, facilitando a ação russa. Há anos circulam informações sobre a colaboração entre as agências espaciais russa e chinesa no desenvolvimento de tecnologias para interceptar e controlar satélites estrangeiros.

Interdependência transatlântica em foco

Apesar das divergências políticas, o espaço e a conectividade por satélite demonstram a forte interdependência entre a União Europeia e os Estados Unidos. A SpaceX, por exemplo, depende de licenças de espectro e regulamentações europeias. Novos requisitos como o EU Space Act e o Digital Networks Act podem impor desafios à empresa, que vê a Europa como um mercado lucrativo, mas também exigente. Em caso de incidentes graves, a Europa pode precisar continuar a depender da Starlink, pois o desenvolvimento de capacidades próprias levaria anos e investimentos vultosos, como demonstra a necessidade urgente de conectividade na Ucrânia.

Fonte: pt.euronews.com

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