Desvendado: Como a Terra se Tornou o Planeta Azul? Boletim da USP Explica a Origem da Água e Eventos Celestes Imperdíveis

A mais recente edição do boletim “Dia e Noite com as Estrelas”, produzido pelo Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP, traz revelações sobre um dos maiores mistérios do nosso planeta: como ele se encheu de água. Além de desvendar a origem dos oceanos, a publicação oferece um guia detalhado para os entusiastas da astronomia sobre o que observar no céu nos próximos três meses, destacando eventos lunares, planetas e constelações.

Asteroides e Cometas: Os Arquitetos dos Nossos Oceanos

No artigo “Como a Terra se tornou azul?”, João Victor, do Instituto de Física (IF) da USP, explora uma das hipóteses mais aceitas atualmente para a origem da água terrestre. Segundo a pesquisa, a água que hoje cobre cerca de 71% da superfície do nosso planeta teria chegado através de colisões com corpos ricos em gelo e minerais hidratados, como asteroides e alguns cometas, durante os estágios finais da formação da Terra.

Esses impactos liberaram a água e outros compostos essenciais para a formação dos oceanos. Entre os principais contribuintes, destacam-se os condritos carbonáceos, um tipo de asteroide primitivo conhecido por sua riqueza em água e minerais hidratados. A teoria ganhou força com a comparação da proporção entre hidrogênio comum e deutério (uma versão mais pesada do hidrogênio) na água da Terra e em meteoritos, revelando semelhanças cruciais. Embora cometas também possam ter contribuído, muitos apresentam proporções de deutério diferentes das encontradas nos oceanos terrestres.

Guia Celeste: O Que Observar no Céu Noturno

Para aqueles que desejam desfrutar das maravilhas do universo, Suellen Camilo e João Victor (ambos do IF) detalham os principais eventos celestes para os próximos meses. Junho, por exemplo, abre o trimestre com espetaculares conjunções planetárias. No dia 9 de junho, Vênus e Júpiter protagonizarão uma imperdível aproximação angular no horizonte oeste ao anoitecer, um fenômeno que poderá ser observado por vários dias.

Em julho, no dia 17, a Lua se aproximará novamente de Vênus ao anoitecer. Agosto reserva um momento especial: no entardecer do dia 15, a Lua repete seu encontro com Vênus na direção oeste, e Vênus estará brilhando intensamente, marcando o melhor momento do ano para sua observação.

Além das conjunções, o mês de junho terá o solstício no dia 21, marcando o início do inverno no Hemisfério Sul e a noite mais longa do ano para nós. Luas cheias marcantes ocorrerão em 29 de junho, 6 e 29 de julho. Para encerrar o trimestre, na virada do dia 27 para 28 de agosto, teremos um eclipse lunar parcial. O evento começará às 23h34 (dia 27), atingirá seu ápice à 1h13 e terminará às 2h52 (dia 28), oferecendo um espetáculo noturno para os observadores.

Sobre o Boletim ‘Dia e Noite com as Estrelas’

Lançado em setembro de 2020, o boletim “Dia e Noite com as Estrelas” tem como missão democratizar o acesso a temas relevantes da astronomia. Com uma linguagem acessível, a publicação mensal e gratuita aborda eventos celestes, informações sobre o céu noturno, perguntas e respostas, entre outros tópicos. Para acessar a edição atual e anteriores, ou para se inscrever na lista de transmissão, os interessados podem consultar os links disponíveis ou entrar em contato pelo e-mail: contatodncestrelas@gmail.com.

Fonte: jornal.usp.br

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