O Nascimento Inusitado de um Grupo de Poder
A reunião anual que hoje congrega as sete maiores economias do mundo teve um início surpreendente: uma conversa informal em uma biblioteca. Mais de quatro décadas atrás, em 1973, o então secretário do Tesouro dos Estados Unidos, George Shultz, reuniu ministros das finanças da França, Alemanha Ocidental, Itália, Japão, Reino Unido e Estados Unidos. O objetivo era discutir os desafios econômicos da época, como a crise do petróleo e a instabilidade cambial. Essa reunião, que ficou conhecida como o “Grupo dos Seis”, foi o embrião do que viria a ser o G7.
A Evolução para o G7 e G8
Em 1975, a França sediou a primeira cúpula oficial dos líderes, e o Canadá se juntou ao grupo, formando o G7. A partir daí, as reuniões anuais tornaram-se um marco no calendário internacional, abordando uma vasta gama de assuntos, desde economia e comércio até questões de segurança e meio ambiente. Em 1997, a Rússia foi convidada a participar, transformando o grupo no G8. No entanto, a suspensão da Rússia em 2014, após a anexação da Crimeia, levou ao retorno do formato G7.
O Papel Atual do G7
Atualmente, o G7 representa cerca de 50% da riqueza econômica mundial e um terço da população global. O grupo serve como um fórum informal para discussões e coordenação de políticas entre as principais democracias industrializadas. As cúpulas anuais, sediadas em rodízio entre os países membros, são momentos cruciais para a definição de agendas globais e a busca por soluções para os desafios mais prementes do planeta.
Quem Faz Parte do G7?
Os membros permanentes do G7 são:
- Alemanha
- Canadá
- Estados Unidos
- França
- Itália
- Japão
- Reino Unido
A União Europeia também participa das reuniões, embora não seja um membro formal do grupo.
Fonte: super.abril.com.br
