A trigésima Conferência das Partes (COP30) é projetada para apresentar resultados limitados. O formato das cúpulas climáticas, que reúne quase 200 países, historicamente dificulta a concretização de acordos mais ambiciosos, contribuindo para a inércia no aumento das emissões de gases de efeito estufa globalmente.
A Nova Abordagem: Balanço Ético Global
Contrariando a expectativa de poucas novidades nas negociações internas, a principal aposta para impulsionar a ação climática vem de uma proposta externa. Iniciativa de Luiz Inácio Lula da Silva, apoiada por António Guterres, sugere a criação de um ‘balanço ético global’.
Essa ideia consiste em uma avaliação profunda e transparente sobre se as metas climáticas estabelecidas pelos países são, de fato, suficientes para proteger as futuras gerações dos impactos das mudanças climáticas.
Pressão Externa como Catalisador para Mudanças
A expectativa é que a implementação de um balanço ético global abra espaço para uma maior pressão e cobrança por parte da sociedade civil. Tal mobilização pode gerar efeitos mais concretos nos próximos anos, especialmente até 2028, período crucial que antecede a revisão da Agenda 2030 e de seus objetivos de desenvolvimento sustentável.
Fonte: jornal.usp.br
