Nova Classificação Internacional de Doenças: Estudo da USP convoca voluntários para mapear impactos da CID-11 no Brasil

Uma pesquisa inovadora conduzida pela Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto está recrutando voluntários para investigar os impactos da nova Classificação Internacional de Doenças (CID-11) no Brasil. O estudo, liderado pela professora Maria Cristiane Barbosa Galvão, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) e coordenadora do Grupo de Estudos Confluencia do IEA-RP, busca compreender como a transição da versão anterior (CID-10) para a CID-11 afeta pacientes, cuidadores e o sistema de saúde.

Pessoas interessadas, com 18 anos ou mais, sejam pacientes, cuidadores ou simplesmente interessados no tema, podem participar preenchendo um questionário eletrônico. A participação é voluntária, anônima e leva aproximadamente dez minutos. Os dados coletados serão utilizados exclusivamente para fins científicos, contribuindo para identificar lacunas de conhecimento e informação sobre a mudança e para aprimorar políticas públicas de implementação da classificação no País.

Entenda a CID-11: A Classificação que molda a saúde global

Mantida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a Classificação Internacional de Doenças é uma ferramenta global essencial para registrar e organizar diagnósticos e outras condições de saúde. Ela padroniza informações clínicas, permite o monitoramento de doenças, a produção de estatísticas epidemiológicas e o planejamento de ações de saúde. Além de seu uso técnico, a CID influencia a assistência e a organização social, sendo empregada por profissionais de saúde, pesquisadores e gestores para análise da situação de saúde da população e organização de serviços.

As inovações da CID-11: Mais detalhe e digitalização

A 11ª edição da CID traz mudanças significativas. Ela introduz novos capítulos, reformula o sistema de codificação, amplia o número de categorias diagnósticas e desenvolve uma arquitetura orientada ao uso digital e à interoperabilidade entre sistemas de informação em saúde. Essas características visam aprimorar o registro das condições clínicas, ampliar a comparabilidade internacional dos dados e favorecer a integração de informações em prontuários eletrônicos e sistemas contemporâneos de saúde.

A implementação da CID-11 no contexto brasileiro

No Brasil, a versão em português da CID-11 foi disponibilizada em 2024. Sua implementação apresenta desafios como a transição entre versões, a adaptação tecnológica, a formação de profissionais e a disseminação de informações para a população. A equipe da professora Maria Cristiane já conduziu estudos anteriores sobre a adoção da CID-11 entre profissionais de saúde brasileiros, abordando aspectos como formação e desafios de uso em sistemas digitais, com resultados divulgados em periódicos científicos.

Para mais informações sobre a pesquisa e para participar, entre em contato através do e-mail mgalvao@usp.br ou acesse o questionário eletrônico.

Fonte: jornal.usp.br

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *