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"title": "Lasar Segall: 'Sempre a Mesma Lua' Mergulha na Trajetória do Mestre, do Expressionismo Europeu à Luz e Cor do Brasil, no Museu Judaico de SP",
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"content_html": "<h1>Lasar Segall: 'Sempre a Mesma Lua' Mergulha na Trajetória do Mestre, do Expressionismo Europeu à Luz e Cor do Brasil, no Museu Judaico de SP</h1><h2>Exposição inédita em São Paulo revela 60 obras que conectam a herança judaica do artista, suas influências estéticas e a transformação de sua arte sob o sol brasileiro.</h2><p>A trajetória de Lasar Segall, um dos nomes mais emblemáticos da arte moderna brasileira, continua a intrigar e fascinar. Como ele teceu as conexões entre o Modernismo, Expressionismo e Pós-cubismo? De que forma os horrores das guerras influenciaram sua paleta? E como sua vida se entrelaça com o vasto legado que deixou? Essas e outras perguntas são abordadas na exposição “Lasar Segall – Sempre a Mesma Lua”, em cartaz no Museu Judaico de São Paulo, uma oportunidade imperdível para revisitar a obra do artista.</p><h3>As Raízes Europeias e o Desabrochar Artístico</h3><p>Nascido em 1889, Segall iniciou seus estudos na Academia de Desenho de sua cidade natal em 1905. Mudou-se para Berlim no ano seguinte, onde frequentou a Escola de Artes Aplicadas e a Academia Imperial. Em 1910, discordando das ideias acadêmicas, transferiu-se para Dresden, tornando-se “aluno-mestre” com ateliê próprio e plena liberdade criativa, realizando sua primeira exposição individual. Entre 1911 e 1912, imergiu no Movimento Expressionista alemão e, em 1919, cofundou o Grupo Secessão de Dresden com Otto Dix e outros artistas, marcando sua forte presença na vanguarda europeia.</p><h3>A Virada Brasileira: Cores e Identidade</h3><p>Um ponto de inflexão na vida e obra de Segall foi sua primeira viagem ao Brasil em 1913, com exposições em São Paulo e Campinas. Contudo, foi em 1923, ao fixar residência e adquirir a nacionalidade brasileira, que sua arte, segundo suas próprias palavras, “ganhou luz e cor”. A paisagem exuberante e as tonalidades mais quentes do Brasil foram incorporadas às suas telas, enquanto ele mantinha intensos diálogos com artistas e intelectuais locais. Em 1925, já casado com Jenny Klabin, o casal viveu em Paris, onde suas obras exploravam a atmosfera familiar ou expressavam paixões e sofrimentos através de cores fortes, abordando temas como favelas, pessoas negras e paisagens com bananeiras, além de dedicar-se à escultura em madeira, pedras e gesso.</p><h3>Legado e Reconhecimento em Solo Nacional</h3><p>De volta ao Brasil em 1932, Segall instalou-se em São Paulo, na casa projetada por Gregori Warchavchik, que hoje abriga o museu dedicado a ele. Neste mesmo ano, foi um dos fundadores da Sociedade Pró-Arte Moderna (SPAM). A década de 1930 foi prolífica, incluindo uma série de paisagens de Campos do Jordão. Sua obra ganhou reconhecimento crescente, com uma retrospectiva em 1943 e a publicação de um álbum com textos de Mário de Andrade, Manuel Bandeiro e Jorge de Lima. Em 1951, o Masp organizou uma exposição, e Segall foi convidado de honra da 1ª Bienal Internacional de São Paulo, tendo sua trajetória destacada em sala especial na 3ª Bienal, em 1955.</p><h3>A Lua Que Guia e a Eternidade da Arte</h3><p>O último ciclo produtivo de Segall resultou em séries marcantes como “Excluídos”, “Favelas” e “Florestas”. Após exposições individuais no Masp e em diversos museus na Europa e Israel, uma grande retrospectiva de sua obra estava sendo preparada quando o artista faleceu em agosto de 1957. Dez anos depois, em 1967, seus filhos Maurício e Oscar fundaram o Museu Lasar Segall, na antiga casa-ateliê, um vibrante centro cultural que abriga seu acervo e a Biblioteca Jenny Klabin Segall. A exposição atual, “Lasar Segall – Sempre a Mesma Lua”, com curadoria de Patrícia Wagner, no Museu Judaico de São Paulo, reforça a conexão de Segall com sua nacionalidade judaica, onde os ciclos da lua orientam o calendário e simbolizam uma claridade que “oferece luz sem distinção”. A mostra reúne 60 obras – pinturas, gravuras, aquarelas e desenhos – incluindo a emblemática xilogravura “Emigrantes com Lua” (1926), e convida o público a contemplar as "figuras cambaleantes" e os "grandes e expressivos olhos" que caracterizam sua arte, como visto em "Eternos Caminhantes" (1919), do acervo do Museu Lasar Segall.</p>"
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Fonte: jornal.usp.br

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