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Natal 2023: Varejo Cresce 2,6%, Mas Essenciais Superam Presentes em Vendas Cautelosas

Faturamento do Varejo Avança, Impulsionado por Compras Essenciais

O faturamento do varejo brasileiro registrou um crescimento nominal de 2,6% durante o período de Natal, comparado ao ano anterior, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). As vendas analisadas ocorreram entre os dias 19 e 25 de dezembro. Enquanto as vendas online apresentaram um expressivo aumento de 10,2%, as operações em lojas físicas avançaram 1,8%.

Comportamento Cauteloso: Prioridade em Itens Essenciais

O levantamento aponta para um consumidor mais racional neste Natal, com uma clara preferência por itens essenciais em detrimento de presentes tradicionais. O grupo de produtos considerados “presenteáveis” sofreu uma retração de 0,2%, impactado negativamente por categorias como Vestuário (-0,4%), Móveis, Eletro e Departamentos (-1,1%) e Livrarias, Papelarias e Afins (-2,7%).

Setores Essenciais e Digitais Lideram o Crescimento

Em contrapartida, setores de bens essenciais e de cuidados pessoais demonstraram força. Cosméticos e Higiene tiveram alta de 5,5%, Óticas & Joalherias avançaram 2,1%, Drogarias e Farmácias registraram um pico de 10,3%. Outros segmentos que apresentaram crescimento incluem Veterinárias e Pet Shops (3,4%), Supermercados e Hipermercados (3,3%) e Autopeças e Serviços Automotivos (2,9%). Carlos Alves, vice-presidente de negócios da Cielo, destacou que “o consumidor adotou um comportamento mais racional, priorizando itens essenciais, o que levou à retração de setores presenteáveis tradicionais” e que “no geral, foi um Natal de consumo consciente, sustentado principalmente pelos segmentos essenciais e pelo canal digital”.

Diferenças no Ambiente Digital e Formas de Pagamento

A pesquisa também revelou que o gasto médio por compra foi de R$ 107,81. Bens não duráveis marcaram alta de 4% e serviços avançaram 2,7%, enquanto bens duráveis e semiduráveis tiveram retração de 0,3%. O ambiente digital apresentou contrastes acentuados: o e-commerce de bens não duráveis saltou 23,3%, enquanto o de bens duráveis e semiduráveis recuou 1,9%. No que diz respeito às formas de pagamento, o crédito parcelado, apesar de representar 5,9% do volume de vendas, responde por 26,4% do faturamento devido a um tíquete médio de R$ 484,51. O Pix, por sua vez, concentra 9,2% das vendas com um tíquete médio significativamente menor de R$ 71,60.

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