Oscar: A Fascinante História da Estatueta Dourada, do Design Misterioso ao Recorde Brasileiro
Descubra a origem do icônico troféu, as teorias sobre seu apelido e as curiosidades por trás de sua fabricação, celebrando as cinco indicações brasileiras na 98ª edição.
O Oscar, símbolo máximo do reconhecimento na indústria cinematográfica, carrega consigo uma história rica em design, mistério e evolução. Criada em 1927 por Cedric Gibbons, a estatueta, oficialmente chamada de Academy Award of Merit, popularizou-se mundialmente pelo apelido “Oscar”, cujo surgimento ainda é cercado de lendas. Nesta 98ª edição, o Brasil celebra um recorde de cinco indicações, aumentando o interesse em torno da história e curiosidades deste troféu tão cobiçado.
O Nascimento de um Ícone: Design e Simbolismo
A jornada do Oscar começou com a fundação da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas em 1927, liderada por Louis B. Mayer. A necessidade de um símbolo para os prêmios de mérito levou à tarefa de Cedric Gibbons, diretor de arte da MGM e um dos fundadores da Academia. Gibbons concebeu um desenho bidimensional que evoluiu para uma figura tridimensional: um cavaleiro em pé sobre um rolo de filme, empunhando uma espada. O rolo de filme, com seus cinco raios, representa os cinco ramos originais da Academia (atores, diretores, produtores, roteiristas e técnicos), enquanto a espada simboliza a defesa da indústria cinematográfica. A escultura foi executada por George Stanley, custando na época US$ 500. A estatueta, com 34 centímetros de altura e cerca de 3,85 quilos, tornou-se o padrão adotado em 1945, mantendo seu design icônico ao longo das décadas.
O Enigma do Apelido: Quem é Oscar?
A origem do apelido “Oscar” é um dos grandes mistérios que cercam a estatueta. Embora a Academia tenha oficializado o nome em 1939, o termo já circulava desde o início dos anos 1930 e foi popularizado pelo colunista Sidney Skolsky em 1934. A versão mais difundida atribui o nome a Margaret Herrick, bibliotecária da Academia, que teria comentado que a estatueta se parecia com seu tio Oscar. Outras teorias incluem Bette Davis, que supostamente a associou ao seu primeiro marido, Harmon Oscar Nelson, e o próprio Sidney Skolsky, que teria usado o nome como uma piada. Independentemente da origem exata, “Oscar” se tornou sinônimo de excelência em Hollywood.
Lendas, Influências e a Produção Atual
A identidade do modelo para o corpo da estatueta também é tema de debate. Enquanto George Stanley afirmou ter esculpido a peça sem modelo vivo, a história recorrente é que o ator e cineasta mexicano Emilio Fernández teria posado nu para a escultura, a pedido de Dolores del Río e Cedric Gibbons. No entanto, a natureza estilizada da figura levanta dúvidas sobre a fidelidade a um modelo específico. Recentemente, surgiu uma hipótese que aponta semelhanças com esculturas do Egito Antigo, como representações da divindade Ptah, associada às artes. Gibbons, influenciado pelo estilo Art Déco, que por sua vez bebeu da estética egípcia após a descoberta do túmulo de Tutancâmon, pode ter incorporado esses elementos em seu design.
A fabricação da estatueta evoluiu consideravelmente. Atualmente, o processo inicia com um modelo 3D, seguido pela criação de moldes de cera e bronze. Após o resfriamento, a peça é acabada manualmente e banhada em ouro 24 quilates. Durante a Segunda Guerra Mundial (1942-1945), devido à escassez de metal, os Oscars foram feitos de gesso pintado, sendo posteriormente trocados por versões metálicas após o conflito. Curiosamente, as placas com os nomes dos vencedores são inseridas após a cerimônia, e a Academia possui regras estritas para a venda das estatuetas, que só podem ser oferecidas de volta à instituição.
O Brasil em Destaque na 98ª Edição
A 98ª edição do Oscar marca um momento histórico para o cinema brasileiro, com um recorde de cinco indicações. O filme “O Agente Secreto” de Kleber Mendonça Filho concorre em quatro categorias: Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura), Melhor Filme e a inédita Melhor Elenco. A quinta indicação veio para o diretor de fotografia Adolpho Veloso, em Melhor Fotografia, pelo seu trabalho em “Sonhos de Trem”. A expectativa agora se volta para a cerimônia de entrega, onde o destino dessas indicações será revelado, consolidando ainda mais a presença brasileira no cenário cinematográfico mundial.
Fonte: super.abril.com.br


