São José dos Campos recebe a exposição “Sob a Casa, Outras Casas”, que marca o retorno de uma parte significativa do acervo do Museu da Casa Brasileira (MCB) ao público. A mostra, em cartaz na histórica Residência Olivo Gomes, propõe um mergulho na diversidade do morar brasileiro, reunindo mobiliário histórico e fotografias que exploram as múltiplas formas de habitação no país.
Foco na Arquitetura e o Acervo Inédito
Com curadoria de Guilherme Wisnik, Bel Xavier e Giancarlo Latorraca, a exposição foi cuidadosamente organizada após o fechamento da sede do MCB em São Paulo. Ela ocupa um cenário de grande valor arquitetônico: a Residência Olivo Gomes, projetada por Rino Levi, com jardins e painéis assinados por Burle Marx. Este conjunto é, por si só, um importante patrimônio da arquitetura moderna brasileira, servindo como pano de fundo para um diálogo entre o espaço expositivo e o conteúdo apresentado.
Um Panorama do Morar Brasileiro
O percurso da exposição é um convite à descoberta, apresentando desde casas urbanas e rurais até palafitas amazônicas, moradias do sertão e construções indígenas. Através do projeto “Casas do Brasil”, que documenta essas diferentes formas de habitação, a mostra evidencia a vasta diversidade cultural e arquitetônica do país. O curador Guilherme Wisnik ressalta que “sob essa casa modernista, que é em si uma joia, pulsam muitas outras casas latentes, que representam essa grande diversidade do morar brasileiro”.
Diálogo entre Épocas e Tradições
A proposta curatorial é estabelecer um diálogo rico entre a arquitetura da Residência Olivo Gomes e as inúmeras formas de habitar o território nacional. A exposição reúne diferentes épocas, objetos e tradições em um mesmo espaço físico e simbólico, estimulando o público a refletir sobre a riqueza das culturas do morar no Brasil. A mostra permanecerá em cartaz por um longo período, oferecendo uma oportunidade única para conhecer um dos mais importantes conjuntos da arquitetura moderna paulista e aprofundar-se na complexidade e beleza da habitação brasileira.
Fonte: jornal.usp.br
