USP research wins award at foreign veterinary nutrition symposium

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"title": "Estudo Pioneiro da USP Vence Prêmio nos EUA e Transforma Avaliação Nutricional em Gatos com Doença Renal e Obesidade",
"subtitle": "Pesquisa da FMVZ-USP desenvolve método inovador que utiliza o esqueleto felino como referência para um monitoramento preciso de peso, massa muscular e gordura, impactando a saúde de gatos globalmente.",
"content_html": "<h1>Estudo Pioneiro da USP Vence Prêmio nos EUA e Transforma Avaliação Nutricional em Gatos com Doença Renal e Obesidade</h1><h2>Pesquisa da FMVZ-USP desenvolve método inovador que utiliza o esqueleto felino como referência para um monitoramento preciso de peso, massa muscular e gordura, impactando a saúde de gatos globalmente.</h2><p>Uma pesquisa desenvolvida pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ) da Universidade de São Paulo (USP) recebeu um prestigioso prêmio da American Academy of Veterinary Nutrition (AAVN) nos Estados Unidos. O estudo propõe um método revolucionário para avaliar a composição corporal de gatos, oferecendo uma abordagem mais individualizada e precisa para o acompanhamento nutricional na medicina felina em todo o mundo.</p><p>Intitulado “Fat-to-Bone and Muscle-to-Bone Ratios as Alternative Measures of Body Composition in Cats” (Proporções de Gordura para Osso e Músculo para Osso como Medidas Alternativas da Composição Corporal em Gatos), o trabalho foi idealizado para suprir uma lacuna na prática clínica: como determinar com exatidão se um gato está no peso ideal, obeso ou desnutrido, considerando a variação de tamanho entre os animais e como o excesso de peso pode mascarar outros problemas.</p><h3>A Inovação por Trás do Estudo</h3><p>A ideia para a pesquisa surgiu da rotina clínica e das investigações acadêmicas de Laís Oyama C. Lima, que apresentou o estudo no evento. Ela notou que a variação no tamanho dos felinos distorcia os valores absolutos da composição corporal, enquanto a obesidade podia ocultar valores relativos importantes. Para resolver essa questão, os pesquisadores da FMVZ propuseram uma alternativa inédita: utilizar a massa mineral do próprio esqueleto do gato como um “fator de normalização”. Como o tamanho dos ossos de um gato adulto não se altera, mesmo que o animal ganhe ou perca peso, a estrutura óssea funciona como uma base fixa e confiável para medir outras variações corporais.</p><p>A equipe utilizou a Absorciometria de Raios-X de Dupla Energia (Dexa), o mesmo equipamento de densitometria óssea usado em humanos, para escanear com precisão milimétrica a composição interna dos gatos. O Dexa é capaz de distinguir com exatidão a massa gorda, a massa magra (músculo) e a massa mineral óssea (esqueleto) do animal. Foram avaliados 20 gatos adultos, divididos em dois grupos: 10 animais saudáveis (grupo controle) e 10 diagnosticados com doença renal crônica (DRC). Os pacientes renais foram escolhidos por apresentarem perda muscular progressiva e severa (caquexia), sendo um modelo ideal para testar a capacidade do novo método de detectar essas mudanças corporais em estágio inicial.</p><h3>Precisão no Monitoramento Nutricional</h3><p>Em vez de depender apenas do peso corporal ou de medições isoladas de gordura e músculo, os pesquisadores analisaram proporções matemáticas entre os diferentes componentes da composição corporal. Segundo Thiago Vendramini, coordenador do CepenPet e supervisor do estudo, a pesquisa resultou em uma ferramenta clínica e diagnóstica de alta aplicabilidade. “Ao estabelecer essas proporções fixas baseadas no esqueleto de cada gato, os veterinários podem obter um indicador muito mais refinado da evolução metabólica do paciente. Isso é crucial para o tratamento de doenças crônicas e para o acompanhamento de dietas de emagrecimento”, explicou.</p><p>Assim, se um gato com doença renal estiver perdendo peso, a proporção músculo-osso indicará imediatamente se o animal está perdendo massa muscular vital ou apenas gordura, permitindo ajustar a dieta antes que a caquexia se agrave. Da mesma forma, em gatos obesos, os veterinários podem monitorar se a proporção gordura-osso está diminuindo de forma saudável, garantindo que o animal não esteja perdendo massa magra simultaneamente. O estudo demonstrou que essas proporções são indicadores sensíveis da composição corporal, aumentando a precisão do monitoramento nutricional na medicina felina.</p><h3>Reconhecimento Internacional e Próximos Passos</h3><p>Thiago Vendramini ressaltou o esforço colaborativo e a integração de novas tecnologias na FMVZ. “Este é um dos primeiros estudos realizados com o equipamento Dexa, e já está gerando resultados e desfechos extremamente importantes. Prevalecemos entre excelentes estudos brasileiros e internacionais apresentados no simpósio, incluindo apresentações orais e pôsteres. Isso representa muito para a pesquisa brasileira”, enfatizou. Os autores do estudo são Gabriela Pinheiro Moreno, Natália Manuela de Oliveira, Natacha Teixeira, Maria Carolina Pappalardo, Andressa Amaral e Pedro Henrique Marchi, sob a supervisão de Thiago Vendramini e Júlio Cesar de Balieiro.</p><p>O estudo é também um dos 12 selecionados para representar o CepenPet no 30º Congresso Anual da European Society of Veterinary and Comparative Nutrition (ESVCN) – um fórum científico de renome global em nutrição animal – que acontecerá na Itália em setembro. “Pretendemos repetir a metodologia com um número maior de animais e em condições mais variadas para descobrir como essas proporções se comportam em outras situações”, concluiu Laís, apontando para o futuro promissor da pesquisa.</p>
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Fonte: jornal.usp.br

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